A desumana indústria da moda

Em 2013 uma tragédia chocou o mundo. O edifício Rana Plaza, localizado próximo a Daca, capital de Bangladesh, que abrigava quatro fábricas de roupas em seus oito andares, desabou matando mais de mil trabalhadores e ferindo gravemente muito mais.

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"Ninguém deve morrer pela moda", em cartaz erguido no protesto, Bangladesh

A maioria era  mulheres, que produziam em condições extremamente precárias para as grifes mais famosas do mundo, em uma espécie de escravidão moderna.

Instigado pelo acontecido, o jovem diretor de cinema Andrew Morgan desenvolveu uma profunda pesquisa, que culminou na realização do documentário The True Cost (O verdadeiro custo). O título faz referência ao baixo valor pago pelas roupas atualmente, principalmente no USA, somente alcançado porque os grandes magazines terceirizam a fabricação para países com superexploração da força de trabalho, onde não se respeitam as mínimas condições laborais e que atentam contra a própria subsistência humana.

O documentário nos leva às principais regiões produtoras. Além de Bangladesh, visita a Índia, a China e o Camboja.

Fast Fashion

Até pouco tempo atrás, quem queria estar na moda em questão de vestimenta, seguia as tendências da coleção da estação: Primavera Verão e Outono Inverno. Mas hoje isso acabou. Os dois ou quatro lançamentos por ano foram substituídos por emissões praticamente semanais. É  o que se chama de fast fashion (moda rápida), adotada pelas marcas transnacionais Zara, Benetton, Walmart, H&M, Forever 21, GAP, C&A, e aqui no Brasil pela Renner, Riachuelo, Marisa, Hering. É da própria essência desse modelo de produção baixar os custos, principalmente da mão de obra, ao mínimo possível e estimular que o “consumidor” descarte a peça rapidamente e volte a comprar.

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