Maoistas celebram 200 anos de Karl Marx com ações coordenadas internacionalmente

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Bandeiras comunistas hasteadas em várias partes do mundo

Bandeiras comunistas hasteadas em vários países do mundo. Foi dessa forma que os maoistas e revolucionários celebraram os 200 anos de Karl Marx, aderindo à celebração internacional convocada por Partidos e Organizações marxistas-leninistas-maoistas. Os embandeiramentos foram realizados coordenadamente no dia 5 de maio, dia do nascimento de Marx, junto com outras iniciativas (já noticiadas em AND 209).

No Brasil, militantes comunistas e revolucionários aderiram à campanha. No Rio de Janeiro, vários pontos estratégicos e de grande circulação amanheceram o dia 5 com o símbolo do proletariado e do seu Partido. Conforme apurou uma equipe de AND, foram mais de 150 bandeiras hasteadas em toda a cidade. Um vídeo, produzido pelos maoistas, mostra algumas das ações.

Duas grandes bandeiras foram hasteadas no Pão de Açúcar – ponto turístico da cidade – e nos Arcos da Lapa (centro da cidade). Especialmente na Lapa, sinalizadores vermelhos anunciavam a ação dos revolucionários. No Corcovado, uma enorme faixa com o selo da campanha internacional foi estendida.

As ações ocorreram também na zona oeste, em vários bairros da zona norte como Tijuca e São Cristóvão, em passarelas e vias expressas como avenida Brasil – a mais importante da cidade – e outras, no centro da cidade e em pontos turísticos da zona sul. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) também teve sua fachada tomada por bandeiras comunistas, hasteadas em cada um dos andares, junto a uma faixa com o selo da campanha internacional.

Mesmo em outras partes do país houve ações dos comunistas.

Em Belo Horizonte, as bandeiras comunistas foram vistas nas passarelas da avenida Antônio Carlos, avenida Pedro II, no viaduto Anel Rodoviário, na Cidade Industrial de Contagem e outras regiões de grande concentração de massas. Na região metropolitana também foram avistadas bandeiras, como na cidade de Vespasiano.

Em Montes Claros, Norte de Minas, uma torre de energia, passarelas, grades e até um barco foram utilizados pelos militantes para hastear as bandeiras, que ficaram expostas anunciando a celebração internacional.

Em Foz do Iguaçu (Paraná), na tríplice fronteira com Paraguai e Argentina, foram hasteadas várias bandeiras comunistas em rodovias. Em Curitiba, as bandeiras foram penduradas em fios telefônicos e em viadutos de grande circulação de carros. Ações semelhantes ocorreram também em São Paulo (capital), Campinas (interior do mesmo estado) e Porto Velho (Rondônia).

Na Alemanha, militantes maoistas e revolucionários empreenderam ações de embandeiramento (hasteamento de bandeiras comunistas) em Trier – cidade natal de Marx –, Berlim, Bremen e Weimar, próximo à fronteira com Luxemburgo, no dia 5 de maio.

Em Trier, dentre os locais onde foram hasteadas as bandeiras, estão as antigas residências de Karl Marx – hoje museus. Os maoistas hastearam bandeiras em mastros e janelas, horas antes de um evento oficial que contaria com a presença de dirigentes do Partido Socialdemocrata Alemão e o monopólio da imprensa. Uma outra ação ocorreu a apenas alguns metros de uma estátua em homenagem a Marx, doada pelo governo chinês à prefeitura de Trier e inaugurada oficialmente horas depois.

Em publicação no site Dem Volke Dienen (Servir ao povo, em alemão), os revolucionários destacaram as dificuldades de realizar a ação sob forte guarda policial e tensões. Um vídeo, produzido por eles e publicado em nosso Portal, mostra alguns momentos da ação. Dias antes, marchas fascistas tomaram a cidade para caluniar o grande chefe do proletariado internacional.

Em Berlim, os maoistas escolheram locais estratégicos e simbólicos para realizar as ações. Um deles foi o parque público Marx-Engels-Forum, no centro da cidade, onde ostenta-se duas estátuas de Marx e Engels. Um busto do Karl Marx localizado no Strausberger Platz, região central, também amanheceu com a bandeira comunista. A estação de trem Karl-Marx-Straße também foi cenário da ação. Uma das organizações que participaram, Construção Vermelha Friedrichshain (RAF), publicou em seu site um breve documento exaltando o embandeiramento.

Nas cidades de Hamburgo, Bremen e de Weimar, dezenas de bandeiras comunistas foram hasteadas, como parte da campanha internacional. Prédios, pontes, passarelas, grades e postes sinalizadores amanheceram com o símbolo do proletariado.

Na Áustria, enormes bandeiras comunistas foram penduradas em locais estratégicos de duas cidades por militantes maoistas, no dia 5 de maio. Em Viena e Linz, as ações tiveram grande repercussão e transeuntes chegaram a aplaudi-las. As ações foram planejadas, preparadas e executadas pelo Comitê Executivo Karl Marx, e contou com a participação de militantes do movimento turco Partizan Avusturia.

Na cidade de Viena, o prédio Karl-Marx-Hof – o maior edifício residencial do mundo – foi decorado com enormes bandeiras comunistas em todos os andares, além de uma faixa com o selo da campanha internacional. Uma multidão acompanhou atenta a decoração do edifício.

Na cidade de Linz, as bandeiras foram hasteadas na região próxima ao rio Danúbio. Grandes prédios – construídos pelos nazistas na ocasião da segunda guerra – foram também usados como base para grandes bandeiras vermelhas com a foice e martelo tremularem.

Na ponte que corta o rio Danúbio, ainda em Linz, os maoistas realizaram uma calorosa agitação. Uma grande bandeira foi pendurada, junto a uma faixa estampando o selo da campanha internacional. Fogos de artifício e sinalizadores anunciavam a ação dos comunistas. A resposta foi imediata: os transeuntes fotografavam e longos períodos de aplausos cortavam o silêncio. No centro da cidade, praças tradicionais foram também decoradas com as bandeiras comunistas que, segundo relatou o Comitê Executivo Karl Marx, ficaram lá por vários dias, sem serem retiradas.

Na Colômbia, a Universidade de Antioquia, em Medellín, foi cenário da ação dos maoistas, como parte da campanha internacional, no dia 15 de maio. Uma faixa com selo da campanha foi pendurada entre duas pilastras, no pátio do campus, ao redor de várias bandeiras comunistas.

Na Suécia, militantes comunistas aderiram à Campanha Internacional de celebração aos 200 anos de Karl Marx. Adesivos e faixas com selo da campanha foram expostos em Estocolmo.

O significado das ações de embandeiramento

As ações de embandeiramento foram atividades de agitação e propaganda revolucionárias praticadas de modo corrente pelos partidos comunistas da Internacional Comunista em muitos países, inclusive no Brasil durante o “Estado Novo” (regime fascista de Vargas). No entanto, o Partido Comunista do Peru (PCP), em meio à guerra popular, elevou esta ação a um nível superior, transformando-a numa das principais formas de propaganda armada.

Os membros do Partido Comunista, combatentes do Exército Popular e demais militantes revolucionários hasteavam as bandeiras nos vilarejos, estradas, favelas ou bairros operários nas cidades como parte da guerra psicológica contra as classes dominantes e seu velho Estado.

Uma vez hasteada, a bandeira vermelha com a foice e o martelo indicava que, naquela região, há presença do PCP e dos combatentes do Exército Guerrilheiro Popular, criando temor nos reacionários. Uma vez que o PCP é conhecido por solucionar rapidamente problemas mais urgentes nas regiões que chega – como a delinquência, prostituição, a falta de terra e outros graves problemas sociais –, as ações repercutem positivamente também nas massas oprimidas.

Segundo argumentou o Presidente Gonzalo, chefatura do PCP e da Revolução Peruana (preso e incomunicável há 26 anos), as ações de agitação e propaganda – como o embandeiramento – “repercutem nas massas mais fundas que em grande parte não sabem ler nem escrever”. Elas propagandeiam “a revolução, a guerra popular, a política e a ideologia revolucionária do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo”.

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