Morro da Rocinha na mira das tropas do velho Estado

A guerra reacionária do Estado contra o povo fez mais vítimas no Morro da Rocinha no mês de maio. Segundo denúncias de moradores, policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar (PM e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) fazem operações constantes na favela para tentar restituir o controle dos pontos de vendas de drogas da comunidade para um dos maiores grupos delinquentes do tráfico varejista no Rio de Janeiro, que teria perdido o controle do território em outubro do ano passado. De lá para cá, ao menos 62 pessoas já morreram em operações policiais, incluindo mulheres, idosos e crianças.

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Francisco Nunes de França
Francisco Nunes de França "Seu Pipoca", 75 anos, morto na Rocinha

Após esse longo período empilhando corpos, na tarde do dia 8 de maio, policiais da Tropa de Choque tiveram duas baixas. Um sargento e um soldado foram baleados em confronto com traficantes e o sargento Anderson Luiz Rosa da Conceição, 40 anos, morreu. Nas redes sociais, moradores compartilharam o desespero de duas horas de intenso tiroteio que pararam a Rocinha durante quase toda a tarde.

“Muitos tiros aqui na Rua 2. Vai fazer um ano que nós não temos paz. A polícia só vem aqui para tirar o nosso sossego.”, comentou uma moradora.

Um morador foi baleado no pescoço e levado por vizinhos para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Cristiano de Oliveira Santana, de 29 anos, estava dentro de casa quando foi atingido. Quando saía do hospital, a vítima ainda foi conduzida para a delegacia para prestar esclarecimentos. Uma estudante de 15 anos ficou no meio do tiroteio, desmaiou e teve que ser socorrida por vizinhos. Ela foi atendida no Miguel Couto e liberada em seguida.

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