Comandante policial deserta no Afeganistão

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Chefe da polícia local passou para o lado da Resistência. Ianques colecionam derrotas

Um comandante da polícia local de Badghis, província do Afeganistão, passou para o lado da Resistência Nacional. O comandante, identificado como Abbas, era responsável por uma região onde vivem aproximadamente dez mil famílias na província. Sua deserção é um duro golpe moral para o velho Estado afegão, submetido ao domínio ianque.

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Talibã atua em mais da metade do território afegão
Talibã atua em mais da metade do território afegão

Uma enorme quantidade de armas e munições foram entregues ao Talibã, principal expoente da Resistência Nacional que tem cumprido papel de levar adiante a guerra de resistência, apesar de suas limitações ideológicas e de classe. Um vídeo, publicado em uma rede social, mostra o comandante militar anunciando sua deserção, cercado por militantes do Talibã.

Além disso, os talibãs estão operando em todas as regiões do país e as baixas nas forças pró-ianques estão crescendo, segundo o Ministério do Interior, em pronunciamento no início de junho. A declaração contradiz os pronunciamentos recentes do general ianque John Nicholson, comandante responsável pelas tropas do USA no país.

O porta-voz do Ministério, Najib Danish, confirma ainda que, no ano de 2018, as ações da Resistência estão mais intensas e contundentes. “Atualmente, em média 50 agentes das forças de segurança estão sendo assassinados ou feridos a cada dia”, admitiu.

Essa deserção é parte da campanha movida pelo Talibã com o objetivo de unir a nação contra o invasor ianque e seus lacaios. Estão circulando vários vídeos em que o dirigente da organização, Mullah Haibatullah, oferece anistia aos militares, policiais e funcionários do governo que depuserem as armas e prometerem não trabalhar com o invasor.

Essa campanha de unificação nacional é levada a cabo coordenadamente com uma grande ofensiva, denominada pelos combatentes da Resistência Nacional como Operação “Al Khandaq Jihadi”. Operações militares estão sendo aplicadas contra as forças militares do governo lacaio submetido ao controle direto do imperialismo ianque em mais de 34 províncias do país. A Operação iniciou-se no dia 26 de abril deste ano. A única interrupção ocorreu entre os dias 9 e 12 de junho, após o governo semicolonial declarar cessar-fogo unilateral por conta do feriado do Ramadã, sagrado para os muçulmanos. “Nós entramos no cessar-fogo para permitir que nossos compatriotas participem das orações e outras festividades”, disse o Talibã.

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Apesar da ausência de um Partido Comunista que dê ao proletariado a direção da luta anti-imperialista e das limitações ideológico-políticas enfrentadas pelas forças da Resistência afegã, esta tem alcançado êxitos. Contando apenas as primeiras três semanas da Operação, em maio, pelo menos 198 soldados, policiais ou milicianos pró-invasores foram aniquilados, segundo dados subestimados fornecidos pelo governo.

Os talibãs incrementaram sua atuação em mais de 13 províncias e seguem retomando territórios. Eles atacaram as tropas pró-invasores, durante sua última ofensiva, em todas as 34 províncias do país. Ao menos 60% dos 407 distritos do Afeganistão foram retomados pela Resistência Nacional ou estão a um passo de sê-los.

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