Nicarágua: Profunda crise abala regime de Ortega

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Protestos intensificam-se e sobe o número de mortos

Passados mais de 60 dias do inícios de protestos contra as reformas antipovo de Daniel Ortega na Nicarágua, chega a 139 o número de mortos pela sangrenta repressão imposta pelo velho Estado combinada com a ação de grupos paramilitares ligados aos sandinistas. Por outro lado, entre esse número, há vítimas da ação de grupos de extrema direita manejados pelo imperialismo para desestabilizar o regime. São mais de mil e duzentos mortos e um número incerto de agentes da repressão mortos.

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A justa rebelião popular se iniciou em 18 de abril, contra uma “reforma” do sistema previdenciário acordada entre o governo e a grande burguesia do país. O projeto previa o aumento nas contribuições para a previdência, o aumento da idade mínima para aposentadoria e outras medidas extremamente prejudiciais ao povo.

Mesmo com o governo revogando a contrarreforma e convocando outros setores para negociar, não houve acordo e os protestos prosseguiram, tanto contra quanto a favor do governo.

Nas ruas, as massas populares são alvo das forças policiais e grupos paramilitares compostos por membros do partido sandinista, que agem juntos ou separadamente para dissolver protestos contra o governo e desalojar estudantes de universidades, como em 12 de junho, quando os alunos da Universidade Autônoma da Nicarágua – Manágua resistiram entrincheirados a um ataque conjunto das forças sandinistas, que dispararam com fuzis AK-47.

Grupos paramilitares de extrema-direita, por sua vez, têm feito ações seletivas, sequestrando e matando antigos membros do movimento sandinista e fazendo provocações em manifestações.

Essa é a mais profunda crise da gerência oportunista sandinista desde que renegou da luta armada e se “capacitou” a gerir os interesses da grande burguesia e do imperialismo por meio da farsa eleitoral.

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