MG: Intervenção classista no 11º Congresso do Sind-Ute

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O 11º Congresso do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-Ute/MG) ocorreu entre os dias 31 de maio e 3 de junho em Belo Horizonte. O evento foi marcado pela participação de vários grupos e correntes políticas. O Comitê de Luta Classista dos Trabalhadoraes em Educação, formado por vários professores independentes e integrantes do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), apresentou uma resolução defendida no plenário por Rômulo,  professor de história da rede estadual de Minas Gerais.

Comitê de Apoio ao AND-BH
Professores e ativistas marcham no fim do Congresso
Professores e ativistas marcham no fim do Congresso

Segundo a direção do sindicato, o 11º Congresso foi o maior da história, com 2,5 mil delegados representando todo o estado. O fato de ter tido sete resoluções defendidas por vários grupos e centrais sindicais, no entanto, não torna o congresso o “berço da democracia”, já que o grupo majoritário é dominado pelo oportunismo eleitoreiro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), vinculada ao PT. No congresso fica evidente como o sindicato, uma entidade dos trabalhadores, é usado como “trampolim” eleitoral, sendo a bola da vez a coordenadora-geral Beatriz Cerqueira.

Como ocorre em eventos desse tipo, o debate das resoluções que se opõem à direção oportunista foi extremamente limitado por ação da direção, dificultando até mesmo o conhecimento da totalidade das teses e privilegiando as da direção.

Mesmo assim, a proposta de resolução do Comando de Luta Classista dos Trabalhadores em Educação foi defendida em plenária pelo professor Rômulo, que esboçou a situação política nacional e internacional como base dos ataques à educação pública, a exemplo dos projetos de “Escola sem partido”, bem como a necessidade de criar novas formas de luta e organização, fortalecer as subsedes do sindicato e trabalhar na construção da greve de ocupação, numa contraposição à “greve de pijamas” para não dar espaço aos ataques do monopólio de imprensa e governos, que visam colocar o povo contra a justa luta da categoria. Tal organização deve ser baseada no tripé: estudantes, comunidade escolar e trabalhadores em educação. Sobre a situação política, ressaltou a marcha de um golpe de Estado militar contrarrevolucionário preventivo, como tem denunciado o AND.

Intervenções desse tipo são fundamentais para romper com o molde burocrático e institucional desses eventos. Graças a ela foi possível incluir na resolução final (baseada na proposta apresentada pela direção do Sind-UTE e assinada por Articulação Sindical, Corrente Socialista e Democrática, Consulta Popular, Socialista Livre, Levante Popular da Juventude, simpatizantes e independentes) dois adendos e uma moção de apoio aos camponeses de Pau D’Arco, na passagem de um ano da chacina no qual dez camponeses foram assassinados por policiais no sul do Pará. Os adendos referem-se justamente a “construção de novas ações sindicais e fortalecer a greve de ocupação, baseada no tripé: estudantes, comunidades escolares e trabalhadores em educação”.

Segundo os delegados do Comando, foi positiva a participação no 11º Congresso e ao colocarem na resolução final a greve de ocupação, esta será uma bandeira conhecida por todo o estado de Minas Gerais, já que ao defender a sua resolução em plenário, a categoria demonstrou grande simpatia. Outro ponto positivo foi denunciar a traição do governador Pimentel/PT e o fracasso do caminho eleitoral.

Comitê de Apoio ao AND-BH
Professor Rômulo defende tese classista; ao fundo, homenagem ao bicentenário do grande Karl Marx
Professor Rômulo defende tese classista; ao fundo, homenagem ao bicentenário do grande Karl Marx

Durante o Congresso, muitos professores puderam conhecer e apoiar a imprensa popular e a luta camponesa defendida pela LCP, por meio da banca montada pelo Comitê de Apoio à Luta pela Terra: Camponeses, Indígenas e Quilombolas, em conjunto com o Comitê de Apoio ao Jornal AND – Belo Horizonte. O Congresso teve a presença ainda de estudantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e as companheiras do Movimento Feminino Popular (MFP), que expuseram vários painéis.

Apesar de pequeno, porém compacto e guiado por sua resolução, o grupo de delegados do Comando de Luta Classista mostrou na prática que o campo está bastante fértil para a propaganda da Revolução de Nova Democracia, Agrária e Anti-imperialista. Prestou uma justa homenagem ao bicentenário do grande Karl Marx na plenária principal, desfraldando o selo da campanha internacional do proletariado eentoou a plenos pulmões a canção Bella Ciao. O fim de semana de luta do bloco foi encerrado no dia 3, com o apoio prestado aos professores das Unidades Municipais de Educação, em greve desde 23 de abril [ver página 12].

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