O encontro de Kim Jong-un e Trump

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O presidente arquirreacionário do imperialismo ianque, Donald Trump, retornou ao USA no dia 13 de junho anunciando ter sido exitosa a reunião com o chefe do Estado norte-coreano, Kim Jung-un, realizada em Singapura, dois dias antes.

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A reunião teve o objetivo de discutir, dentre várias, duas pautas fundamentais: por parte dos ianques, paralisar o programa bélico-nuclear norte-coreano; por parte do Kim, o objetivo era preparar o terreno para alavancar economicamente seu regime por meio do fim das sanções imperialistas impostas pelo USA e parar os exercícios militares ianques na península.

A perspectiva dos envolvidos

Nos preparativos, as “autoridades” ianques pronunciaram-se afirmando que só se dariam por satisfeitos com um compromisso concreto por um processo de “desnuclearização completa, verificável e irreversível” por parte da Coreia do Norte.

O objetivo dos ianques é estratégico: evitar que o regime de Kim Jong-un alcance capacidade bélica-nuclear para atingir o território do USA. Uma vez alcançada essa capacidade, a nação coreana teria condições de defender-se com relativo equilíbrio em uma eventual guerra de agressão movida pelos imperialistas em seu território. Além disso, a bomba atômica é um eficiente elemento de dissuasão.

Ao fim da cúpula, no entanto, a declaração assinada por ambos chefes de Estado não fazia menção à chamada “desnuclearização completa, verificável e irreversível”, nem tampouco sinalizava um plano, tarefas ou medidas concretas no sentido da desnuclearização. Apesar dos cacarejos de Trump sobre um “histórico” passo rumo a “desnuclearização”, este de fato não alcançou nenhuma vitória concreta. Em seu próprio país, o monopólio da imprensa qualificou a declaração de “promessa vaga” e que o suposto avanço nos objetivos ianques “não está claro”.

Por outro lado, ao regime norte-coreano é cada vez mais complicado arrastar-se estrangulado pelas sanções imperialistas – um ato de verdadeira agressão econômica – e o episódio teve por objetivo preparar o terreno para ganhar fôlego econômico. Para fazer-se crível, Kim detonou, no fim de maio, um centro de testes nucleares aos olhos da imprensa internacional.

O imperialismo ianque está, com isso, buscando criar condições para, a longo prazo, cercar a China e a Rússia em sua pugna inter-imperialista e como preparativo para uma futura guerra mundial. No entanto, para isso,  o imperialismo precisa subverter o regime norte-coreano, que é submetido aos chineses, e o faz por meio de agressões à nação e povo coreanos (que tem todo o direito de defender-se e ser apoiado por isso).

Conforme caracterizou a Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha), “a Coreia do Norte é um país semicolonial, submetido principalmente ao social-imperialismo chinês”, onde há também interesses estratégicos russos. Abrir mão da capacidade bélica-nuclear corresponderia ao regime de Kim a capitulação completa frente ao imperialismo, ao seu desarme, ainda que fosse em troca de uma “abertura econômica” dirigida pelo regime (ao tipo cubano) ou “garantia de não-agressão” por parte do USA (tipo de “compromisso” tão recorrentemente violado por ele).

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