Som com militância política

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Completando 19 anos de atividade em junho, Vingador é uma banda de thrash metal  pertencente do cenário musical de Macaé, Região dos Lagos no Rio de Janeiro, onde foi criada. Com letras que expressam um posicionamento político de esquerda, progressista e antifascista, a banda leva o seu som contestador para outros estados e até para o exterior, e já tem planos de gravar seu quarto EP, com mais músicas autorais voltadas para crítica política-social.

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Fundada em 1999 em Macaé, Vingador é uma banda de Thrash com influências como Slayer, Exodus e Death
Fundada em 1999 em Macaé, Vingador é uma banda de Thrash com influências como Slayer, Exodus e Death

— A banda surgiu em junho de 1999, aqui em Macaé, primeiramente com o nome de Dark Side – que traduzindo é “lado escuro” – depois de algum tempo o nome mudou para Vingador. Em 2002, a banda lançou o primeiro EP e nesse ano atuava no movimento estudantil em Macaé, que tinha o antigo nome de Frente Estudantil Revolucionária (FER), e logo depois Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) — conta o baterista Magno.

— Chegamos a participar de alguns shows do MEPR, inclusive um deles, em 2002 mesmo, foi feito na casa de um ex-guitarrista, com o propósito de arrecadar dinheiro para ajudar o movimento, tem até um vídeo desse show, que foi um marco para nós, porque conseguimos expor as ideias e as ações do movimento, no caso, na época eu participava somente do movimento, sou o mais novo da banda — continua Magno.

O dinheiro arrecadado foi para custear fotocópias, cartazes, e o que mais fosse necessário para as atividades do movimento estudantil.

— A banda sofreu bastante influência do MEPR, ideias do movimento nos influenciaram a ponto de até hoje usarmos dessa politização e conscientização dentro do cenário underground para conscientizar o público. Ainda existem nesse cenário elementos com características do fascismo e comportamentos que não condizem muito com a proposta de rebeldia do thrash metal, por exemplo — fala Magno.

— O objetivo da banda sempre foi conectar com a arte que gostamos, no caso, o rock que gostávamos desde a adolescência. Então, quando começamos queríamos trabalhar o rock de uma forma despretensiosa. Claro que essa conexão com a arte e a troca que temos com as pessoas que escutam o nosso som foi mudando com o passar dos anos — diz o guitarrista Alexandre.

— Conforme fomos amadurecendo fomos nos preocupando em passar uma mensagem através das letras, e fazer o que não costumamos ver ser feito dentro desse gênero. Hoje abordamos muito o posicionamento de esquerda e progressista das minorias, coisas nesse sentido, da forma mais direta possível, e também fazemos críticas ao próprio cenário que frequentamos — continua Alexandre.

A banda já passou por diversas mudanças de integrantes e atualmente possui três: Alexandre Cabral, voz e guitarra, Diego Neves, voz e baixo, e Magno Elias, bateria.

— Mas essa formação de banda thrash metal não é a ideal, normalmente uma banda assim tem duas guitarras, uma fazendo uma base e outra solando. O ideal seria que tivéssemos outra guitarra, tanto que nos shows normalmente convidamos mais um guitarrista, geralmente o André Cruz, que não está oficialmente na banda porque mora no Rio de Janeiro e tem outra banda de thrash metal lá — explica Magno.

Ritmo e ideias

— No início da banda cem por cento do repertório era cover, mas no decorrer do tempo essas músicas foram gradativamente sendo substituídas por músicas autorais. Esses cover eram basicamente das bandas que nos influenciaram desde o início, no caso, mais o Alexandre, que está na banda desde o começo e depois nos influenciou também — fala o baixista Diego. 

— No nosso último EP trabalhamos um cover de uma banda brasileira antiga chamada Dorsal Atlântica, uma música chamada Guerrilha, e recentemente gravamos uns outros cover para algum trabalho futuro. Mas nas nossas apresentações ao vivo tocamos somente músicas autorais — continua Diego.

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