Reunião da Comissão Nacional das LCPs - Reforçar a unidade na luta contra o latifúndio!

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Realizou-se entre os dias 28 de junho e 1º de julho, no município de Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, a Reunião da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres (LCPs) do Brasil.

Reunião da Comissão Nacional das LPCs reafirma compromisso com Revolução Agrária no Brasil. BH, 07/18
Reunião da Comissão Nacional das LPCs reafirma compromisso com Revolução Agrária no Brasil. BH, 07/18

O vitorioso evento, que levantou a consigna Unir camponeses, indígenas, quilombolas, atingidos por mineração, barragens e eucalipto, reuniu dezenas de dirigentes, militantes e apoiadores da luta pela terra de Norte a Sul do país.

Estiveram presentes as delegações das Ligas de Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental, do Pará e Amazônia Oriental, do Nordeste, do Norte de Minas e Sul da Bahia, do Centro Oeste e do Sul do país.

A abertura do evento contou com a participação de convidados, organizações como Brigadas Populares do Pará, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canaã-Pará, Frente Nacional de Lutas (FNL), Liga Operária, Luta pelo Socialismo (LPS), Movimento Feminino Popular (MFP), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Alvorada do Povo, Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Minas Gerais, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belo Horizonte e Região (Marreta), Associação Brasileira de Advogados do Povo (Abrapo), subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais  (Sind-UTE) – Vespasiano, Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate) e a Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP). A luta de resistência dos povos indígenas pelo direito a seus territórios contou com a presença de representantes dos Conselhos Indígenas dos Terena e dos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul.

Após a composição da mesa de abertura, os presentes entoaram A Internacional, hino mundial do proletariado e das lutas dos povos do mundo, seguido pelas saudações das organizações e personalidades presentes. Encerrando a abertura, os camponeses cantaram de forma vibrante o hino Conquistar a terra. A agenda da reunião consistiu em cinco pontos: 1) Debates sobre a situação política internacional e nacional; 2) palestra sobre a questão agrária no Brasil, do geógrafo e professor Ariovaldo Umbelino; 3) Informes sobre o balanço das atividades realizada Ligas no período de um ano, de junho de 2017 a junho de 2018; 4) planejamento para o próximo período; e 5) resoluções e balanço do evento.

Atendendo ao convite da LCP, o geógrafo e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), professor Ariovaldo Umbelino esteve presente e realizou uma esclarecedora palestra sobre a questão agrária no Brasil, historicamente e principalmente na atualidade, no segundo dia do evento.

No auditório, uma faixa central exibia Viva a Revolução Agrária!, juntamente com a que anunciava a reunião da Comissão Nacional das LCPs, ladeada pela bandeira do movimento. Nas paredes ao redor estavam hasteadas bandeiras dos movimentos populares, cartazes e também um grande painel que exibia as fotos dos heróis e heroínas tombados na luta pela terra, assassinados por policiais, pela pistolagem e bandos paramilitares do latifúndio, expressão da luta de vida e morte que os camponeses, indígenas e quilombolas têm travado pelo sagrado direito à terra.

A discussão sobre a situação política nacional e internacional ocupou o primeiro dia do evento (28) com as exposições realizadas pela FRDDP, representada pelo dirigente Juca, e pela FNL, pelo dirigente Valdomiro.

Os debates se travaram em torno da luta camponesa e a necessidade da Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista no Brasil, se estendendo durante a manhã do segundo dia com falas e intervenções dos membros da Comissão Nacional.

No segundo dia do evento (29) os presentes assistiram com atenção e entusiasmo à palestra sobre a questão agrária realizada pelo professor Ariovaldo Umbelino. O renomado geógrafo mostrou, com base em dados estatísticos oficiais e os coletados em sua investigação, que a luta pela terra é uma necessidade das massas camponesas do país em que a concentração fundiária cresce enormemente.

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