Marrocos: Sentenças geram protesto

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Milhares de pessoas protestaram no dia 15 de julho contra a condenação e as duras sentenças aplicadas contra líderes de protestos populares conhecidos na região como Hirak Rif, após nove meses de julgamento. A multidão lançou consignas como Boicotar a justiça, Liberdade aos presos e Contra a militarização do Rife, na capital do país, Rabat. Os manifestantes marcharam sob um grande aparato militar de repressão e concluiu o percurso quando chegou à frente do parlamento.

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No dia 8 de julho, um outro protesto combativo havia tomado as ruas de Nador, no nordeste do país. O motivo foi também repudiar as sentenças extremamente longas aplicadas aos manifestantes do Hirak Rif. Na ocasião, um enorme aparato de guerra foi mobilizado para esmagar a manifestação, no centro da cidade. Jovens foram espancados pelos policiais.

Os líderes do movimento Hirak Rif, ocorrido de outubro de 2016 a junho de 2017, tiveram altas condenações. Quatro pessoas foram condenadas a 20 anos de prisão por “conspiração” e outras 49 pessoas receberam sentença de um a 15 anos de prisão, no final de junho deste ano.

O Hirak Rif foi um amplo movimento de massas que explodiu na região do Rife, Norte do Marrocos. O estopim foi a morte de um peixeiro esmagado por um caminhão de lixo quando tentava recuperar sua mercadoria, confiscada pela repressão.

A região do Rife engloba os distritos de Alhuceima, Nador, Driouch, Berkane e Taza, e sofre intenso isolamento e campanha de demonização pelo velho Estado marroquino. Isto porque a região tem uma histórica reivindicação por independência que resultou, inclusive, em um grande levante que chegou a proclamar a República do Rife existente de 1921 a 1926 e outros levantes na década de 1950.

O regime semicolonial marroquino aplica, há décadas, uma severa política de isolamento econômico como vingança pelas tradições independentistas das massas da região; lá vivem várias etnias, mas sobretudo os rifenhos, de origem berbere.

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