França: Jovens proletários incendeiam veículos

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Mais de 100 carros e prédios governamentais foram incendiados em três dias consecutivos de violentíssimos protestos na França, em repúdio e vingança pela morte do jovem proletário Aboubukar Fofana, de 22 anos, assassinado por um policial na cidade de Nantes (300 quilômetros a oeste de Paris). As ações de protesto foram realizadas por jovens proletários pertencentes aos subúrbios franceses (os chamados banlieues) desde o dia 3 (data do bárbaro crime) até o dia 7 de julho.

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Assassinato de rapaz gerou protestos em Nantes, 5 de julho
Assassinato de rapaz gerou protestos em Nantes, 5 de julho

No dia 05/07, mais de 50 carros foram incendiados e, no dia anterior, o saldo foi de mais 52 veículos. O carro da prefeita de Nantes está entre os destruídos pela justa ação dos jovens. Ao menos oito prédios e edifícios públicos também foram alvo da rebelião. Mais de mil pessoas marcharam na cidade de Nantes exigindo justiça e a verdade sobre o caso.

Não só em Nantes ocorreu focos de rebelião. No subúrbio de Paris (Garges-lès-Gonesse), onde morava Aboubukar, os jovens atacaram uma viatura policial que rondava pelo bairro. Latas de lixo também foram incendiadas e colocadas nas ruas como barricada.

No dia 3, o primeiro dia dos protestos, os jovens foram espontaneamente às ruas. Pedras e coquetéis molotov foram utilizados. Os focos de rebelião ocorreram por toda parte em três bairros da cidade: Breil, Malakoff e Dervallières, todos no subúrbio, para logo expandirem-se a outras regiões da França.

Execução

Aboubukar Fofana foi morto com um tiro certeiro na jugular. Ele teria feito uma manobra no carro para evitar passar por um posto de controle no bairro de Breil, em Nantes.

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Os banlieues são, historicamente, grandes barris de pólvora devido à brutal exploração e opressão que são submetidos os seus moradores, normalmente imigrantes do Norte da África ou descendentes e massas trabalhadoras muito pobres.

O Partido Comunista Maoista da França (PCmF) emitiu pronunciamento onde observa o caráter permanente da repressão nos banlieues. Somente a Revolução Socialista, observa o PCmF, porá fim aos crimes cometidos pelo Estado imperialista francês. “Somente por meio da derrubada do Estado, obtida pela mobilização das massas, que a violência policial pode ser eliminada”. Os maoistas dão ênfase ainda às tarefas de “construir os três instrumentos da revolução: o partido marxista-leninista-maoista, a força combatente e a Frente para organizar as massas populares”.

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