Parceiros do governo de Israel terão o maior latifúndio do Brasil

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A empresa BrasilAgro, a maior compradora de terras do país na atualidade, responsável por acumular fazendas que somam centenas de milhares de hectares, pertence a um grupo de pessoas estrangeiras milionárias que possuem estreitos vínculos com o governo de Israel.

AFP
Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, discursando durante apresentação da TBI, 2016 (AFP)
Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, discursando durante apresentação da TBI, 2016

Uma informação antiga, de 10 anos atrás, revelava que a companhia possuía mais de 200 mil hectares no país, tendo cadastradas para negociações mais mil fazendas aproximadamente, cujo total então passaria a somar nada menos que 17 milhões de hectares, conforme a revista Dinheiro Rural. “Temos o mapa agropecuário do Brasil em nossas mãos”, disse orgulhoso o executivo-chefe, Ivo Alves da Cunha à revista, em fevereiro de 2008.

A revista ficou empolgada com a compra incessante de áreas pela BrasilAgro (que lembra um pouco a polêmica aquisição de terras palestinas-árabes, que acabaram sendo ocupadas por judeus tão logo o Estado de Israel foi criado, na década de 1940) e afirmou o seguinte: “Com uma montanha de dinheiro em caixa e novas captações engatilhadas, a empresa poderá se transformar em poucos anos na maior latifundiária no país”.

Isso foi dito em 2008 e reforçado tempos após. Em 2016 e 2017, conforme sítios da internet especializados em economia capitalista, a BrasilAgro continuava sendo “a líder na aquisição e desenvolvimento de propriedades rurais”.

Em janeiro de 2017, a revista Brasil de Fato afirmava que a BrasilAgro era a empresa estrangeira com maior extensão de terras no país. Suas fazendas ficam nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Piauí, Goiás e Maranhão. Isso sem contar seus braços na Argentina e no Paraguai.

Embora o fundador “oficial” da BrasilAgro seja Pedro de Andrade Faria, na verdade, ela foi criada por um grupo de milionários judeus. Entre eles está Eduardo Elsztain, da Inversiones y Representaciones Sociedad Anónima (IRSA), considerado o maior latifundiário da Argentina e também dono de quase todos os shoppings center de Buenos Aires. Esteve também na sociedade o Edgar Bronfman, do Conselho Judaico Mundial, falecido em 2013.

Está também no grupo o multimilionário Michael Steinhardt, morador de Nova York, um dos homens mais ricos do mundo (na mesma lista do famoso George Soros, que a propósito foi o consultor econômico inicial de Elsztein e, por tabela, da BrasilAgro).

Negócios brasileiros

O argentino Eduardo Elsztain começou a ter presença em negócios brasileiros na década de 1990, com shoppings centers e edifícios de escritórios comerciais. E hoje está com a BrasilAgro, que ele antes denominou de Cresud (funcionando como companhia de investimentos no agronegócio, principalmente na pecuária).

Em nosso país, até pouco tempo atrás, residia o braço direito de Eduardo, um jovem empresário judeu ortodoxo chamado Sholem Lapidus. Tudo indica que ele está hoje trabalhando em Israel.

Mecenas sob suspeita

Outro membro do grupo, sócio de Eduardo (e por tabela com certa participação na BrasilAgro) é Michael Steinhardt. Riquíssimo, mora numa mansão de três andares em Nova Iorque, Manhattan, na Quinta Avenida, que tem o metro quadrado mais caro do mundo. Lida com bolsas de valores, e agora também é suspeito de lidar com receptação, roubo, saque e tráfico de antiguidades.

Em janeiro deste ano, a Promotoria Pública de Nova Iorque confiscou várias peças antigas de arte em sua casa, suspeitas de terem sido roubadas da Grécia e da Itália, com valor de mercado de mais de 1 milhão de dólares.

Steinhardt era tido como mecenas e colecionador de arte clássica grega até começarem a desconfiar da origem de certos objetos encontrados com ele. Na BrasilAgro teria o papel de orientador de atividades da empresa junto a bolsas de valores.

Lavagem cerebral

Uma das parcerias do argentino Eduardo com o governo de Israel se dá através do Conselho Judaico Mundial. Ele tornou-se membro dessa entidade pelas mãos do amigo e sócio Edgar Bronfman (diretor da Seagram bebidas e outras empresas), que foi integrante destacado do Conselho, até seu falecimento em 2013.

Já um dos vínculos de Steinhardt com o Estado de Israel se dá através de um programa de propaganda sionista, que vem sendo criticado até por judeus liberais, por ser visto como uma espécie de “lavagem cerebral”.

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