PA: Ribeirinhos lidam com percalços de crime ambiental

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Após três meses do crime ambiental provocado pela mineradora norueguesa Hydro Alunorte, os moradores das comunidades ribeirinhas de Barcarena continuam sofrendo os efeitos da contaminação dos igarapés. Os moradores denunciam que as águas da região ficaram impróprias para o consumo depois do transbordamento de lama vermelha da produção de bauxita da mineradora. “O igarapé morreu, não tem mais peixe”, diz a moradora Maria Salestiana Cardoso, de 69 anos.

O igarapé morreu, não tem mais peixe
O igarapé morreu, não tem mais peixe", afirma moradora

Sem acesso à água potável, as comunidades ribeirinhas Bom Futuro, Burajuba e Vila Nova passaram a ser abastecidas por dez carros-pipa, segundo dados da Prefeitura de Barcarena. Cerca de 1,9 mil famílias das comunidades receberam 36,8 mil garrafões de água mineral após ficarem sem água apropriada para tomar banho, fazer a comida e cuidar das plantações. Elas também são atendidas por assistentes sociais e médicos por conta do abalo emocional e pelas doenças que surgiram.

Conforme noticiado anteriormente pelo AND, as descobertas de irregularidades começaram no dia 17 de fevereiro, quando fotos registraram vazamento de rejeitos da bacia de depósitos da mineradora. Inicialmente a Hydro Alunorte se manifestou negando qualquer incidente, mas no dia 22 de fevereiro, o  Instituto Evandro Chagas (IEC) divulgou um laudo contrariando a empresa e confirmando a contaminação em diversas áreas de Barcarena, provocada por uma ligação clandestina para eliminar efluentes contaminados da empresa norueguesa. O laudo constatou a presença de diversos metais pesados, inclusive de chumbo, em comunidades ribeirinhas.

A Hydro continua negando que houve o transbordamento de efluentes das bacias de rejeitos de resíduos DRS1 e DRS2, como apontou um segundo laudo do IEC. Até o momento os moradores não receberam nenhum tipo de indenização por parte da empresa pelos danos causados.

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