Filipinas: Polícia agride operários

Cerca de 300 operários e ativistas foram reprimidos por participarem de um piquete em frente à empresa NutriAsia de Miralao, na província de Bucalain, 30 de julho. A dispersão do piquete deixou vários manifestantes e jornalistas feridos; ao menos 19 operários e apoiadores foram presos. Os trabalhadores estão em luta desde o início de junho e exigem aumento salarial, condições dignas de trabalho e o reconhecimento da atividade sindical.

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O monopólio alimentício NutriAsia afirmou que “lamenta” o ocorrido e acusou os trabalhadores de iniciarem a confusão. “Os grevistas dispararam um tiro para o alto e começaram a atirar pedras contra policiais e guardas encarregados de manter a paz e a ordem na área.”, acusou. No entanto, um vídeo publicado por apoiadores mostra que os manifestantes foram pegos de surpresa pela ação policial, desmentindo a companhia.

Episódios como esse não são novidade. No dia 14 de junho, a mesma polícia interviu violentamente contra um piquete realizado pelos operários no mesmo local, deixando dez feridos e levando presos outros 21 proletários.

O Sindicato Nacional dos Jornalistas das Filipinas foi uma das entidades que condenou a intervenção policial. O sindicato adverte que a polícia “alvejou deliberadamente jornalistas” e “prendeu cinco jornalistas sob falsas alegações”. A entidade denuncia ainda que a polícia está escondendo a situação atual destes jornalistas.

Conforme já noticiamos em AND 212, os operários exigem melhores salários, condições dignas de trabalho, a reintegração de trabalhadores demitidos em meio à greve e a regularização completa de seus contratos (menos de 10% dos empregados têm um contrato regular, com todos os direitos trabalhistas garantidos). Outra exigência foi que o sindicato da categoria seja reconhecido e que se tenha os direitos sindicais aplicados.

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