Dezenas de entidades solidarizam-se com os 23

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No Brasil e no mundo, a campanha ganha repercussão e alcança vitórias

Organizações e personalidades democráticas, sindicatos, movimentos populares e organizações revolucionárias tomaram posição, emitiram pronunciamentos e promoveram ações em repúdio à condenação do judiciário brasileiro aos 23 ativistas perseguidos políticos por participarem de manifestações em 2013-2014 contra a farra da Fifa, a roubalheira do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a farsa eleitoral.

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Ato inaugural da campanha reuniu mais de 600 pessoas, RJ
Ato inaugural da campanha reuniu mais de 600 pessoas, RJ

A repercussão se dá no âmbito da campanha Não é só pelos 23! É por todas e todos que lutam!, que tem por objetivo denunciar a condenação como mais um episódio de reacionarização do velho Estado, que persegue todos os que lutam negando-lhes o direito à livre manifestação e organização. A campanha rechaça ainda a intervenção militar, a execução política de Marielle e os assassinatos no campo.

O lançamento da campanha ocorreu com um ato, realizado no dia 24 de julho. Com mais de 600 pessoas e dezenas de entidades, a campanha lotou o Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mães e vítimas da guerra civil reacionária, que perderam seus filhos pelas mãos da polícia e das forças de repressão, estiveram presentes e pronunciaram-se a favor da campanha.

No Brasil, aproximadamente 60 entidades e movimentos prestaram apoio aos 23 manifestantes. Dentre eles, estão a Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPE), Centro Acadêmico Josué de Castro (Geografia UERJ), Organização Anarquista Terra e Liberdade (OATL), Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope), Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindpetro), Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino superior (Andes), Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ), Justiça Global, Artigo 19, Movimento Advogados pela Legalidade Democrática (ALDRJ - Núcleo RJ), Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia - Núcleo RJ, dentre outros.

Outras tantas personalidades pronunciaram-se em apoio aos 23, dentre eles o professor de filosofia da Universidade de São Paulo Vladimir Safatle, os juristas Leonardo Isaac Yarochewsky e Lenio Luiz Streck, a intelectual Ivana Bentes, o professor da UFRJ Paulo Baía, os cineastas Marema Valadão e Renato Tapajós, o professor de filosofia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Fabiano Lemos, Guilherme Boulos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, e os vereadores do Rio de Janeiro Tarcísio Motta, João Batista Babá e Renato Cinco, dentre outros. Particularmente importante foi a iniciativa de 66 professores da UFRJ, que escreveram uma carta de apoio independente.

Campanha internacional

A campanha internacional de apoio aos 23 e a todas e todos que lutam iniciará oficialmente suas atividades no dia 14 de agosto, mas inúmeras entidades já se pronunciaram.

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No Chile, entidades democráticas repudiaram a sentença reacionária. Vários advogados populares organizados no Comitê de Defesa do Povo Irmãos Vergara Toledo e Defensoria Popular afirmaram que consideram “a referida sentença como um grave atentado contra os direitos democráticos de liberdade de expressão, manifestação e de protesto”. Do mesmo país, o jornal democrático-popular El Pueblo condenou a sentença.

Na Colômbia, mais um jornal democrático-popular, El Comunero, denunciou a essência antipovo da sentença e solidarizou-se com os 23 ativistas: “Dizemo-lhes que não estão sós, e que se vocês enfrentam uma maior repressão do velho Estado é porque este treme de medo, pois ele sabe que o povo organiza-se para derrubá-lo”.

O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Liberdade de Reunião e Associação, Clément Voule, pediu explicações ao governo semicolonial brasileiro a respeito das condenações e pedirá esclarecimentos sobre a atuação da repressão no período dos protestos de 2013-2014.

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FDLP lança cartaz em apoio a campanha
FDLP lança cartaz em apoio a campanha

Na Alemanha, revolucionários empreenderam dezenas de ações repercutindo o chamado da campanha Não é só pelos 23, é por todos e todas que lutam!. Inúmeras ações de pichações com consignas de rechaço à condenação foram empreendidas em várias cidades alemãs como Bremen, Hamburgo, Weimar e Berlim.

O site alemão Dem Volke Dienen (Servir ao Povo, em português) lançou também uma nota de repúdio à condenação e de solidariedade aos 23 ativistas, assim que a sentença foi emitida, em apoio à campanha. Ainda em Hamburgo, Alemanha, os revolucionários peruanos organizados na Associação de Nova Democracia Nuevo Peru também somaram-se à campanha, declarando pleno apoio e solidariedade.

No Equador, a Frente de Defesa das Lutas do Povo (FDLP) também solidarizou-se com os 23 ativistas e classificou a sentença como a negação “dos mais elementares procedimentos e normas jurídicas do Estado que dizem defender”.

No USA, os Guardas Vermelhos de Austin (organização maoista atuante no estado do Texas) emitiram um longo pronunciamento declarando apoio aos 23 perseguidos políticos. Dias depois, os Guardas Vermelhos de Kansas City (estado do Missouri) e de Pittsburgh (estado da Pensilvânia) também realizaram ações de solidariedade.

Na Áustria, as ações de solidariedade foram realizadas em Viena (capital do país), Linz, Innsbruck e Salzburgo. As consignas Liberdade para Igor Mendes! Liberdade para os 23! e A rebelião se justifica! foram desfraldadas pelos ativistas austríacos. Especialmente em Innsbruck, uma faixa foi confeccionada e erguida em uma movimentada avenida estampando a palavra de ordem Lutar não é crime!, em português.

Na Dinamarca, diversas pichações em solidariedade aos 23 perseguidos políticos do Brasil foram realizadas por ativistas comunistas, no fim de julho. As ações ocorreram em Copenhague, capital do país, especialmente em bairros proletários. Na Suécia, jovens ativistas realizaram pichações em Estocolmo manifestando solidariedade com os 23 ativistas.

Na Grécia, ativistas revolucionários da organização Partizan realizaram uma ação de solidariedade durante um jogo de futebol no Estádio Olímpico, em Atenas, em 31 de julho. Cartazes e faixas com a consigna Lutar não é crime! e outras foram penduradas em apoio aos 23 e a todos e todas que lutam. As ações foram aplaudidas por parte dos torcedores.

Em uma atividade conjunta realizada nos Balcãs, ativistas revolucionários da Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Turquia e Áustria realizaram uma ação de solidariedade gravando um vídeo com uma faixa e lançando a consigna: Liberdade para os 23!.

Na Galícia (Estado espanhol), o Comitê Central (CC) do Partido Comunista Maoista da Galícia (PCmG) emitiu pronunciamento em solidariedade aos 23 ativistas perseguidos políticos brasileiros e em repúdio à condenação.

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