Avança saqueio mineral pelo imperialismo chinês no Norte de Minas

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A empresa Sul Americana de Metais (SAM), de capital chinês, planeja explorar minério de ferro por meio do “Projeto Vale do Rio Pardo”, em Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. O processo de licenciamento ambiental para o empreendimento foi iniciado por volta de 2012. Em 2016, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu parecer contrário à implantação da obra, mas a SAM segue atuando na região. Recentemente, o monopólio chinês iniciou novo processo de licenciamento junto à Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram). Neste processo, os exploradores almejam a concessão de licenciamento para a construção de cavas e de mineroduto que irá abranger 22 municípios.

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Em Minas, há quatro minerodutos em operação. Há projetos para a construção de mais dois
Em Minas, há quatro minerodutos em operação. Há projetos para a construção de mais dois

Desde 2012, a empresa possui outorga concedida pela Agência Nacional de Águas (ANA) para retirada de água na barragem de Irapé de 51 milhões de metros cúbicos por ano (Resolução Nº 72). Para vermos o quão absurdo é, basta compararmos: Montes Claros, maior cidade da região, com população estimada em mais de 400 mil habitantes e que passa por um severo regime de racionamento de água, consome cerca de 23 milhões de metros cúbicos por ano, menos da metade do concedido ao monopólio chinês. Outra enorme jazida minerária, com potencial estimado em 2,8 bilhões de toneladas de minério de ferro e capacidade de extração de 25 milhões de toneladas ao ano, foi comprado pela empresa Honbridge Holdings do conglomerado financeiro-industrial transnacional Votorantim, por R$ 390 milhões.   

Mineradoras chinesas favorecem o USA 

Hoje, o percentual da mineração na formação do PIB brasileiro ultrapassa os 10%, crescimento só comparável ao do “agronegócio”, fruto da primarização constante da economia nacional. A China é hoje a maior importadora de minério de ferro do Brasil. Para se ter uma ideia, no dia 14 de junho, o valor da commoditie no mercado chinês era de 21 dólares (cerca de R$ 68) por tonelada.

Mas não são apenas os imperialistas chineses que se beneficiam com a expansão de suas mineradoras sobre o nosso território. Por meio das gigantescas plataformas industriais controladas pelo capital monopolista ianque na China, o imperialismo ianque se beneficia dos baixos preços da imprescindível commoditie para manter a sua condição de superpotência hegemônica única. E, com a invasão de mercadorias chinesas no mercado interno brasileiro, produzidas com nossas matérias-primas vendidas a preço de banana, aprofunda-se a desindustrialização do país. No Norte de Minas temos o exemplo da decadente Coteminas, indústria têxtil da grande burguesia burocrática sediada em Montes Claros, numa delicada situação.

Camponeses ameaçados de despejo

A localidade onde está instalada a mineradora chinesa SAM para a escavação das minas é povoada por diversos camponeses pobres, posseiros, pequenos e médios proprietários das comunidades de São Francisco, Batalha e Lamarão onde, desde a década de 1970, durante o regime militar-fascista, com a generalização da monocultura de eucalipto, os camponeses empreendem uma combativa resistência para garantir a posse de suas terras.

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