Milhares de palestinos protestam e enfrentam repressão

No último dia 10 de agosto, milhares de palestinos se reuniram em massivos protestos em direção às tropas fronteiriças do Estado de Israel, ao leste de Gaza. A ação foi uma resposta aos ataques aéreos contínuos que Israel havia feito por vários dias consecutivos, causando morte de civis, destruindo a infraestrutura mais básica para sobrevivência dos habitantes locais e um famoso centro cultural.

Adel Hana
Manifestantes palestinos, 2018 (foto: Adel Hana)
Manifestantes palestinos, 2018

Ante a massa de palestinos, as Forças de “Defesa” de Israel  abriram fogo com drones, caças e carros blindados, sem nenhuma preocupação com as consequências. Entre os mortos do lado palestino estão um jovem paramédico de 22 anos e um homem de 55. Uma terceira baixa ocorreu um dia depois, em decorrência dos ferimentos. As estimativas de feridos chegam a 242.

A juventude combatente palestina também interviu nos protestos incendiando pneus, derrubando drones e atirando pedras e artefatos explosivos contra os invasores; a Resistência Nacional, sob a bandeira do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), também realizou ações de resposta aos ataques israelenses lançando ao menos 180 foguetes, dias antes.

Destruição causada por sionistas

Sob a justificativa de atacar bases militares da Resistência Nacional palestina, o Estado Sionista realizou bombardeios genocidas contra a faixa de Gaza. Os protestos que se sucederam, inflamaram-se devido às consequências dos ataques sionistas: ao menos quatro civis foram mortos e mais de 40 ficaram feridos.

Entre os mortos estão a jovem Inas Kammash, de 23 anos, e sua filha Bayan Kammash, de um ano e meio. Detalhe cruel do crime sionista é que Inas estava grávida de 9 meses. O marido da jovem também ficou ferido após a casa da família ter sido atingida por um míssil.

A infraestrutura de Gaza, que atende às necessidades mais básicas da população e já debilitada após décadas de bombardeios, não ficou de fora. O departamento de distribuição e saneamento de água da cidade de Al-Mughraqa foi reduzido a escombros e cinzas. Neste ataque, parte do prédio da prefeitura da cidade também ficou danificado.

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