Rock sem firula e com protestos

A- A A+
 

Com uma linguagem simples e direta, passeando por várias vertentes do rock, a banda carioca Malabaristas de Semáforo lança seu primeiro disco, Lado B, um trabalho autoral que explora temáticas sociais, políticas e culturais. Nascida no subúrbio do Rio de Janeiro em 2013, a banda objetiva provocar nas pessoas alguma reflexão através de letras que trazem pensamentos sobre a vida e protestos.

Banco de dados AND
Os Malabaristas de Semáforo procuram compôr músicas que podem gerar consicência política
Os Malabaristas de Semáforo procuram compôr músicas que podem gerar consicência política

— Estamos completando cinco anos de atividade agora em setembro. Começamos como um trio, já chegamos a ser um quarteto, hoje somos trio novamente, e apesar das várias formações que tivemos nunca paramos e nem abandonamos nossa primeira proposta, que era de criar uma banda de músicas com liberdade criativa, tocar somente as nossas composições, nada de cover — fala Cleber ST, vocalista, baixista e compositor.

— Somos uma banda de rock e nossa sonoridade tem influências do punk e pós-punk do fim dos anos 70 e 80. Fazemos um rock sem firula, vamos direto ao ponto, um rock simples e direto. O punk chegou mostrando que com três acordes é possível a pessoa passar a sua mensagem, que isso é mais uma questão de posicionamento musical do que de uma proposta melódica totalmente trabalhada e arranjada — conta.

— Apesar da nossa raiz forte no punk, fazemos um rock sem rótulos, passando por várias vertentes do gênero, que são muitas, mas seguimos essa ideia minimalista do rock, simples e direto. Se acharmos que a música vai funcionar com três ou quatro acordes nós fazemos. E assim funciona com as letras também, tudo bem direto, geralmente não usamos metáforas, fazemos um som reto com uma mensagem no mesmo nível — define.

Cleber diz que a banda procura aproveitar o seu som para encaixar uma letra que possa gerar algum tipo de consciência política nas pessoas, ou uma reflexão sobre questões sociais.

— O rock originalmente é uma música de protesto, hoje ouvimos algumas músicas mais suaves, sutis, românticas. Nada contra isso, mas o rock é um estilo de protesto, pelas letras e pelo posicionamento, e nós trouxemos um pouco disso, das questões sociais para a nossa música. Queremos fazer com que as pessoas despertem, que a nossa música gere uma fagulha desse tipo de pensamento — explica.

— Tem gente que nos questiona “Ah, a banda fala muito de protestos, não pode escrever sobre amor?”, mas nesse primeiro momento não é essa a nossa ideia, já tem muita gente falando de amor. Queremos falar sobre a situação social do nosso país. Observamos situações bem conturbadas e as coisas não mudam — constata.

Música para despertar o povo

— Tudo se repete e ninguém ganha com isso, a não ser quem está lá em cima governando o país. São essas coisas que tentamos passar, e também queremos passar outras que não são diretamente políticas, por exemplo, a manipulação das massas pelas grandes mídias. É preciso que as pessoas notem que somos controlados sem perceber, e em uma música falamos: “somos animais racionais, porém domesticados”; é essa ideia que queremos despertar em quem ouve, para que possa tentar se proteger dessa manipulação — fala Cleber.

— Em outros momentos falamos sobre coisas mais leves, porque não nos definimos como uma banda de protestos; da mesma forma que não rotulamos o nosso som, não rotulamos nosso assunto. Falamos sobre aquilo que achamos importante no momento, porém com frequência procuramos passar alguma mensagem para as pessoas, uma reflexão, um despertar — continua.

Além de Cleber, voz e baixo, os Malabaristas de Semáforo são Fabrício Cardozo, bateria; e Pedro Grisolia, guitarra.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja