Servidores de Goiânia realizam jornada de lutas em defesa da previdência

A imoral proposta de reforma da previdência dos servidores públicos de Goiânia é alvo de manifestações e questionamentos pelos servidores e servidoras municipais, principalmente pelos trabalhadores ligados à educação. O prefeito Íris Rezende/PMDB e sua corja de vereadores comprados quer enfiar goela abaixo da população uma reestruturação no Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Goiânia (IPSM) para engordar os cofres públicos e ficarem com uma boa imagem em sua descreditada gestão. A proposta de reforma se mostra autoritária e beneficia somente a administração.

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Servidores criticam a reforma da previdência municipal e exigem seu imediato arquivamento

O prefeito está fazendo esta reforma para jogar nas costas dos servidores públicos a dívida criada pelos desmandos feitos por seu próprio partido há mais de 30 anos. Na década de 1980, a prefeitura usou o dinheiro da previdência dos servidores (tanto a recolhida dos servidores quanto a patronal) para fazer obras superfaturadas e desviar dinheiro, gerando assim uma enorme dívida na previdência municipal. Em 1992, a prefeitura conseguiu organizar as contas criando dois fundos separados, fazendo com que os servidores que começassem a trabalhar no município contribuíssem para este novo fundo, chamado fundo 2. Recentemente outros fundos de outras áreas administrativas também foram criados.

O fundo 2 possui um superávit de mais de R$ 700 milhões, o que o torna um fundo rentável. Entretanto o fundo 1 que herdou a podridão criada na década de 1980, acumula hoje uma dívida que a prefeitura diz ser em R$ 5 bilhões, mas que chega a quase R$ 18 bilhões, segundo o próprio presidente do IPSM. O projeto de reestruturação previdenciária de Goiânia pretende fundir todos os fundos, causando prejuízo para os servidores dos fundos “saudáveis”. O projeto também pretende aumentar a alíquota de contribuição dos servidores de 11% para 14% e na contribuição patronal de 14% para 16%.

O aumento da alíquota dos servidores é injustificável, visto que a contribuição patronal, segundo a legislação, poderia chegar a 22%, ou seja, o projeto alivia para a classe patronal (ou prefeitura) e onera mais os trabalhadores. Além disso, é denunciado pelos servidores municipais que o prefeito Íris Rezende pretende com esta reestruturação manobrar fundos e redirecioná-los para o tesouro municipal a fim de realizar mais eventos populistas e tentar conseguir os já minguados votos da população goianiense, visto o crescente rechaço popular à farsa eleitoral.

O Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) tem realizado eventos e produzido textos e documentos diariamente para politizar e organizar os servidores municipais na luta contra mais esse desmando da gestão. Estão sendo realizadas assembleias, manifestações, participações em peso nas audiências públicas, panfletagens, pressão sobre os vereadores, produção de vídeos e muitas outras táticas que estão levantando os servidores públicos de Goiânia.

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