PI: Professores continuam em greve após dois meses

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No dia 21 de agosto, a greve dos trabalhadores em educação do Estado do Piauí completou 75 dias. Em assembleia geral no Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Piauí (Sinte-PI), a categoria aprovou a continuidade da greve por unanimidade e a realização de um acampamento na Praça da Liberdade, em frente ao Palácio Karnak, no Centro de Teresina.

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A ocupação, que ganhou o nome de “Acampamento da Resistência”, dá início às atividades a partir das 8 horas e segue até às 17 horas. Os professores afirmam que o governo tem 48 horas para cumprir o acordo, prazo que se encerrou no dia  23, caso contrário seguirão acampados e em greve.

A mobilização começou após o governo debochar dos trabalhadores oferecendo apenas 2,95% de reajuste nos salários, enquanto a exigência foi de 6,81% aos professores e 3,95% para os funcionários das escolas, além de melhorias nas estruturas das sedes públicas estaduais. 

Em áudio divulgado nas redes sociais, uma dirigente sindical afirmou que “nós não estamos pedindo nada a mais, só aquilo que nós temos, de fato, direito”. E prosseguiu: “Se o governador não tivesse feito tratativas e tivesse cumprido com o acordo, com certeza essa greve já teria terminado e a situação seria outra. Mas a categoria não acredita no governador”.

Este descrédito advém do fato que em março deste ano o governo encaminhou à assembleia a proposta de reajuste de 6,81% e a casa aprovou. Porém, quando a proposta voltou para sanção, foi vetada pelo governador Wellington Dias (PT). No início de junho, a casa aprovou a derrubada dos vetos do governo. Em 14 de junho, o reajuste foi publicado no Diário Oficial do Estado.

No entanto, no dia 20 de junho, os projetos de reajustes retornaram para nova votação na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), desta vez, os parlamentares mantiveram os vetos do governador e no dia seguinte realizaram uma votação simbólica para aprovar o reajuste de 2,95% para servidores estaduais, entre eles os professores.

Devido a todas essas manobras do governo, o movimento não aceita a proposta divulgada em nota de receber o retroativo, referente aos meses de maio a julho, apenas no mês de setembro, mesmo que haja o reajuste nos salários, como foi proposto. A greve apenas terá fim quando todas as exigências forem cumpridas e que já estão, inclusive, em acordo judicial homologado na Lei 7.131/2018, publicada no Diário Oficial do dia 14 de junho.

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