Campanha internacional pelo reaparecimento do Dr. Sernas

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No final de agosto foi lançada, pela Corrente do Povo – Sol Vermelho, uma grande campanha internacional exigindo o reaparecimento com vida do advogado do povo Ernesto Sernas García, desaparecido desde o dia 10 de maio. Como parte dessa campanha, ocorreram as primeiras ações no Brasil e na Alemanha – que devem se repetir em outras partes do mundo nos próximos dias.

Ellan Lustosa/AND
Ação de repúdio realizada no Consulado do México, RJ, Brasil
Ação de repúdio realizada no Consulado do México, RJ, Brasil

No Rio de Janeiro, manifestantes reuniram-se em frente ao Consulado do México, na zona sul da cidade, no dia 5 de setembro. Convocados pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), os ativistas estenderam uma grande faixa com os dizeres: Se vivo vocês o levaram, vivo nós o queremos! e #DrSernasApresentaçãoComVida – o slogan da campanha internacional.

Em intervenção, o representante do Cebraspo responsabilizou o velho Estado mexicano pelo desaparecimento do Dr. Sernas, demonstrando que as “autoridades” tinham interesse no desaparecimento do advogado do povo, visto seu destacado papel em apoio à luta popular no país, principalmente na região de Oaxaca. Ao final, entregou um documento rechaçando publicamente o desaparecimento do advogado.

Estiveram presentes também o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e Movimento Feminino Popular (MFP).

Dias antes do ato público, pichações foram vistas no bairro de Cascadura, zona norte da cidade, com a consigna Dr. Senas apresentación con vida, em espanhol, e assinadas pelo MEPR.

Na Alemanha, ativistas revolucionários interviram em um ato com uma enorme faixa que estampava a consigna: Ernesto Sernas García, presentación con vida!, em espanhol. Eles distribuíram panfletos com trechos da declaração da Corrente do Povo – Sol Vermelho, na qual a organização denuncia o desaparecimento político do advogado do povo.

Além da intervenção vermelha no ato, várias pichações foram realizadas com a mesma consigna na cidade de Hamburgo. Em Bremen, também na Alemanha, pichações foram realizadas por ativistas revolucionários em bairros proletários.

“O que este camarada representa, apesar de ser um intelectual, é a essência da luta dos camponeses e trabalhadores pobres do México”, observou o sítio alemão Dem Volke Dienen (Servir ao povo, em português). E denunciou: “O velho Estado mexicano, de grandes burgueses e latifundiários, está travando uma guerra aberta contra o povo.”.

Os revolucionários alemães ressaltam ainda o destacado papel da organização Corrente do Povo – Sol Vermelho na luta das massas mexicanas, sobretudo em Oaxaca.

Impunidade e conluio

A Corrente do Povo – Sol Vermelho, em seu sítio, denunciou que até o momento não houve progresso na investigação e que isto é sinal da negligência por parte das “autoridades” responsáveis pela mesma.

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“O emblemático caso do desaparecido defensor, Ernesto Sernas, ilustra a falta de vontade política e capacidade de enfrentar a grave situação de desaparecimentos forçados em Oaxaca”, dizem os revolucionários mexicanos. “Permanecemos atentos às investigações e em alerta no caso de qualquer provocação ou agressão do Estado contra a família, amigos e colegas do Doutor Sernas.”, concluíram.

Sernas atuou em defesa de manifestantes detidos em junho de 2015, acusados covardemente de terrorismo. Ele é também ativista em defesa dos direitos do povo, doutor em direito constitucional pela Universidade Autônoma Benito Juárez de Oaxaca (UABJO) e investigador. Milhares de trabalhadores e jovens, em mais de 25 cidades russas, foram às ruas contra a reacionária reforma da previdência imposta pelo regime de Putin, no dia 9 de setembro (mesmo dia em que são realizadas as eleições regionais).

Em Moscou, aproximadamente 2 mil pessoas protestaram no centro da cidade. Em São Petersburgo e outras cidades houve também centenas de massas em marcha. Ao todo, aproximadamente 150 manifestantes foram presos.

A “reforma” da previdência quer elevar a idade de aposentadoria em cinco anos para as massas, levando as mulheres a trabalhar até 60 anos e os homens até 65. O número é mais assustador levando em conta que a expectativa média de vida no país é de 66 anos para homens – apenas um a menos do que o requisitado para aposentar – e 77 para as mulheres.

O governo de Putin chegou a recuar sua proposta no fim de agosto, frente ao crescimento dos protestos e da ebulição popular. Ele propunha, antes disso, elevar em oito anos a contribuição exigida para ter acesso à aposentadoria, e recuou para cinco.

Em meio a esse absurdo ataque contra os direitos do povo, grupos reacionários, ditos de “oposição”, buscam surfar sobre a justa revolta das massas, sem, no entanto, alcançar êxito significativo.

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