Farsa eleitoral não inibe ação genocida da polícia nas favelas do Rio

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A história mostra que a farsa eleitoral sempre foi um fator determinante para a diminuição das ações das polícias nas favelas do Rio. Isso se dá porque certas legendas do Partido Único e seus representantes almejam a reeleição ou ampliação de sua presença nas casas legislativas e, para tanto, precisam fazer valer momentaneamente sua demagogia e ganhar votos, especialmente dos mais pobres, inundando seus territórios com propagandas eleitoreiras e promessas de dias de paz. No entanto, em 2018, nem mesmo a farsa eleitoral foi capaz de frear a ação genocida do velho Estado nas favelas e bairros pobres do Rio de Janeiro.

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Operação de guerra na Ladeira dos Tabajaras matou um jovem; em resposta, povo realizou protesto
Operação de guerra na Ladeira dos Tabajaras matou um jovem; em resposta, povo realizou protesto

Na manhã do dia 27 de agosto, policiais do 3º Batalhão da Polícia Militar (PM) fizeram uma operação no Condomínio Bairro Carioca, no bairro Triagem, zona norte da cidade. A operação começou às 7 horas da manhã quando centenas de crianças deixavam o conjunto habitacional do programa “Minha Casa Minha Vida”, em direção à escola. Nelson Farias Barros, de 55 anos, havia acabado de sair de casa para levar seu sobrinho quando foi baleado e morto por policiais. O homem trabalhava há 25 anos como porteiro em um prédio no Méier e estava de folga. Ele deixa três filhos.

A revolta de moradores com a ação da PM generalizou-se com a divulgação de um vídeo que mostra Nelson caído no chão, morto, com um saco de pães próximo ao corpo, rodeado por policiais e vizinhos revoltados clamando por justiça. Rute Sales é moradora do condomínio e representante da Comissão Popular da Verdade. Ela diz que policiais chegaram atirando e não demonstraram nenhuma preocupação pela vida de centenas de crianças e trabalhadores.

— A minha filha de 13 anos estava a caminho da aula. Tive que ligar lá para saber se ela tinha chegado ou tinha sido baleada no caminho. A polícia chega aqui a hora que quer, de qualquer forma, sem nenhum aviso e já chega atirando, como hoje — diz Ruth.

Três dias depois, policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram à Rocinha em mais um ataque, parte da guerra civil reacionária movida pelo velho Estado contra o povo. A operação começou às 6 horas da manhã e estendeu-se por oito longas horas. Segundo moradores, PMs chegaram atirando por ao menos três acessos à comunidade. Na Rua 2, um homem foi baleado e levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde já chegou morto. Prontamente, o monopólio dos meios de comunicação julgou e condenou o homem como traficante, mas de acordo com testemunhas, ele trabalhava no camelódromo da Rocinha.

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