Haiti: Protestos violentos contra desvios de verba

Diversos protestos violentos explodiram no Haiti no início da segunda quinzena de outubro. As manifestações exigem uma investigação governamental para punir desvio de verba que deveria ser aplicada em serviços básicos para o povo, como saúde, educação, moradia e outros. Até o momento, pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em confrontos com a polícia do velho Estado haitiano – em vários momentos as tropas de repressão abriram fogo contra as multidões.

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Milhares marcham na capital contra a corrupção do governo semicolonial, outubro de 2018
Milhares marcham na capital contra a corrupção do governo semicolonial, outubro de 2018

Um dos protestos na capital Porto Príncipe acabou com 11 manifestantes feridos por disparos com armas de fogo, enquanto, em resposta, 11 policiais foram feridos com pedradas. Os números foram divulgados pelo porta-voz da polícia, Michel-Ange Louis-Jeune. Uma outra fonte policial afirmou que 14 pessoas foram feridas pela polícia na região de Saint-Marc por terem impedido o tráfego do veículo presidencial, também no dia 17/10. Destes 14, pelo menos dez manifestantes foram alvejados com disparos de armas de fogo e três estão em estado grave.

O povo, no entanto, realizou também violentos protestos. Em Porto Príncipe, pelo menos sete viaturas da polícia foram incendiadas em diferentes partes da cidade, além de outros dois veículos policiais que foram destruídos.

As massas exigem do governo uma investigação para punir os responsáveis pelo desvio de verba. A verba provém de um programa de cooperação estabelecido pela Venezuela com países do Caribe, em 2005, que prevê a comercialização de petróleo com taxas muito abaixo do valor de mercado. A quantia resultante dessa negociação deveria ser utilizada para investir em educação, em programas sociais e de infraestrutura. A utilização da verba, segundo os manifestantes, não é transparente e, segundo uma investigação realizada pelo Senado nacional, ao menos 14 ex-funcionários do governo desviaram 3,8 bilhões de dólares durante o governo de Michel Martelly. Parte dos manifestantes pede ainda a renúncia do atual presidente semicolonial, Jovenel Moise.

A crise no país é galopante e as massas lutam por seus direitos. Em julho, enormes protestos já haviam ocorrido contra o acordo do governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que, entre outras coisas, impunha um aumento no preço da gasolina, querosene e outros derivados do petróleo – medida que pesa diretamente no custo de vida da população, desde o uso do automóvel pessoal até ao preço dos alimentos que são transportados pelo modal rodoviário.

Segundo analistas, a situação do Haiti só se agravou após a autodenominada “Missão de Paz” da ONU, que contou com a participação destacada do Exército reacionário brasileiro.

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