Guerra contra o povo na fronteira Equador-Colômbia

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Desde o fim de 2017 a fronteira entre Equador e Colômbia se transformou em mais uma frente do incremento da intervenção do imperialismo ianque na América Latina. Sob o pretexto de combate ao “narcoterrorismo”, os governos do Equador e do USA firmaram acordos de “cooperação” e o Exército equatoriano passou a perseguir restos dissidentes do revisionismo armado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) que recusaram-se a depor as armas após o acordo com o governo colombiano no fim de 2016.

Por trás desse alvo, no entanto, as Forças Armadas equatorianas promovem a militarização da região de fronteira, perseguem e buscam aniquilar toda forma de luta popular na região, principalmente na província de Esmeraldas. Camponeses, indígenas, garimpeiros e guerrilheiros são atacados por forças militares e paramilitares dos dois países, que se esmeram na garantia de lucro máximo aos investimentos das grandes mineradoras transnacionais, latifundiários e exportadores de produtos agrícolas.

O pretexto

O acordo de paz entre as FARC-EP e o governo colombiano não foi aceito por parte dos comandantes, que formaram grupos dissidentes das FARC prosseguindo com ações armadas em diversos pontos do país. No Sudoeste da Colômbia e parte da região da fronteira com o Equador, se destacou o grupo denominado Frente Oliver Sinisterra, comandado por Walter Patricio Arizala, conhecido como Guacho, um equatoriano que ingressou nas FARC-EP há cerca de 10 anos.

Segundo informações do governo da Colômbia, Guacho teria sido ferido em uma operação do exército no município fronteiriço de Tumaco, mas conseguiu fugir.

Ingerência ianque

No dia 25 de abril deste ano, os governos do Equador e do USA firmaram acordo na área de segurança, para “intercambiar informação e experiências para a luta contra o tráfico ilícito de entorpecentes e combater a delinquência organizada internacional”. Sob esse signo passam a ocorrer as operações na fronteira do país com a Colômbia.

Tal acordo é condição para um outro, que já vem sendo acertado, na área comercial. Segundo o embaixador do USA no Equador, Todd Chapman, o acordo “é muito importante para a estabilidade regional, porque o processo de paz na Colômbia precisa continuar. Todos sabemos que o narcotráfico sustenta o terrorismo que está causando tantos problemas. Por isso e outros motivos é importante que essa cooperação siga adiante”.

Por trás das palavras grandiloquentes, os ianques não escondem seu propósito. A “estabilidade regional” nada mais é que garantir ao imperialismo ianque a hegemonia em seu “quintal”, a América Latina, garantindo vantagem na contradição com as potências Rússia e China. Outras iniciativas são a conspiração para invasão da Venezuela, a inclusão da Colômbia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), as ações militares contrainsurgentes no Peru e a articulação para o golpe militar contrarrevolucinário preventivo ao levantamento de massas no Brasil, entre outros.

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