Música instrumental brasileira

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Banda de música instrumental com composições próprias, a Trivial se dedica à pesquisa das principais referências da MPB e da música instrumental brasileira em geral. Formada por três jovens que passaram pela universidade de música e estão dispostos a colocar em prática os conhecimentos adquiridos, juntamente com suas influências e vivências, a banda lança seu primeiro CD em Belo Horizonte, Minas Gerais, sua terra natal.

Flávio Charcar
Sempre ligados à música e com simplicidade, integrantes da banda Trivial dedicam-se totalmente à arte
Sempre ligados à música e com simplicidade, integrantes da banda Trivial dedicam-se totalmente à arte

— Temos a felicidade de acompanhar muitos cantores, e achamos isso muito bom, mas o nosso trabalho mesmo, o da banda, nosso processo de composição é todo instrumental. No CD que acabamos de lançar acontecem vozes, mas são vozes sem letra, somente melodia — conta Augusto Cordeiro, um dos componentes.

— O nome Trivial foi dado por um amigo que estudou comigo. Ele apresentou esse nome e eu falei com o pessoal, que foi perguntando para os conhecidos o que achavam. O nome pode ser interpretado de várias jeitos, mas o significado que tem a ver conosco é o de que trivial significa três vias que se encontram: elas vêm de lugares diferentes, assim como nós, cada um com o seu jeito, refletindo muito na música que fazemos — explica Augusto.

A banda é formada por Augusto Cordeiro, violão, guitarra e viola, Pedro Gomes, baixo elétrico e acústico, e Paulo Fróis, bateria.

— O Paulo e o Pedro são de Belo Horizonte, eu sou de Vitória, Espírito Santo, mas me considero mineiro, porque moro aqui há muito tempo. A banda surgiu no contexto acadêmico, na  faculdade de música da UFMG, onde todos nós estudamos, mas já nos conhecíamos antes: eu e o Pedro, porque nossos pais são amigos músicos, e o Paulo e o Pedro, porque estudaram no curso do Cefart, do Palácio das Artes — conta Augusto

— Até que se encontraram um dia na UFMG e resolveram montar um grupo de estudos, sem pretensões de compor, participar de festivais, lançar discos, enfim, somente um grupo para estudar música juntos, pesquisar. Então o Pedro sugeriu que eu completasse o grupo, que tinha baixo e bateria apenas, e assim começamos os estudos, e logo a tirar as primeiras músicas — continua.

Augusto é filho de Tau Brasil, conhecido cantador e compositor do Vale do Mucuri, em Minas; e Pedro é filho do cantador, compositor e violeiro Wilson Dias, representante do seu lugar, o Vale do Jequitinhonha.

— Eu tive contato com música desde antes de nascer, ela sempre fez parte da rotina lá em casa, do cotidiano, então seguir carreira foi um processo de osmose praticamente — brinca Augusto. — Desde cedo comecei a tocar com meu pai e com 14 anos passei a acompanhá-lo em alguns shows tocando violão. Quando fiz 17 anos decidi fazer faculdade e seguir carreira de músico profissional — diz.

— Assim como o Augusto a música sempre esteve presente lá em casa, e eu sempre gostei muito de acompanhar meu pai nos lugares. Ele é muito ativo, nós íamos para a roça acompanhar as folias de reis, os ternos de congado em sua cidade natal, no Vale do Jequitinhonha. Daí começou a minha influência: com 4 ou 5 anos de idade correndo atrás de folia de reis e aquelas coisas — conta Pedro Gomes.

— Com 6 anos ganhei um violão, me lembro que a primeira música que consegui tocar foi Meninos, do goiano Juraildes da Cruz, e já me apresentei com essa música na minha formatura do pré na escola. Com 11 anos ganhei um baixo elétrico, com 13 comecei a tocar profissionalmente, com 14 já acompanhava meu pai em seus shows e depois os violeiros Chico Lobo, Pereira da Viola, inclusive com 15 anos viajei para a Espanha na turnê do Pereira — continua Pedro.

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