MT: Funcionários da Funai matam índio

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Um indígena da etnia Kawahiva do Rio Pardo foi morto por funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) no dia 10 de outubro, em frente à sede da instituição na cidade de Colniza, Mato Grosso. O assassinato ocorreu na frente a sede da unidade, durante protesto em defesa dos povos indígenas que têm seu território ameaçado.

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Aldeia Kawahiva do Rio Pardo; na Funai, ndígenas exigiam fim da invasão de seu território
Aldeia Kawahiva do Rio Pardo; na Funai, ndígenas exigiam fim da invasão de seu território

A polícia e a imprensa reacionária acusaram os indígenas da etnia Kawahiva do Rio Pardo, junto com alguns madeireiros, de tentarem invadir a sede da Funai. Os assassinos dispararam contra o indígena alegando que os manifestantes estariam armados A Funai corroborou com a versão da polícia e afirma que está acompanhando a situação.

Entretanto, essa versão está longe do que organizações populares que acompanharam os eventos afirmam. Em nota publicada pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) e pela União Nacional Camponesa (UNC), afirma-se que indígenas de diversas etnias estavam realizando “um protesto pacífico em defesa do povo Arara”, que luta por seu próprio território dentro das terras oficialmente “concedidas” pelo velho Estado aos Kawahiva. A manifestação foi convocada após terem sido encontradas provas de invasão de madeireiras ilegais do território Arara dentro das terras Kawahiva no Rio Guariba. “Pintados e cantando, homens, mulheres e crianças de diversas etnias desceram até a Funai, onde foram recebidos com tiros vindos da parte dos funcionários”, afirma a nota.

Dois homens do povo Tenharim, que estavam presentes na manifestação em solidariedade ao povo Arara também foram baleados pela Funai. Segundo a nota já citada, um Tenharim tombou no local e outro foi levado para um hospital em Juína.

A nota aponta a terrível ironia de funcionários de uma agência que supostamente deveriam protegê-los terem disparado contra uma manifestação indígena e ter assassinado um. “Isso é uma atitude inaceitável! Como uma autarquia nacional criada para representar os indígenas deixa uma situação chegar a tal ponto, onde uma vida foi ceifada na luta pela dignidade de seu próprio existir. Primeiro que não deveria ter armas dentro da Funai, e nunca que os funcionários deveriam abrir fogo contra os indígenas.”, protestou.

Os Kawahiva são um povo indígena autônomo (ou isolado) que, desde 2007, reivindica a demarcação de suas terras. Em agosto último, segundo o portal do Conselho Indígena Missionário (Cimi), a Justiça Federal obrigou a conclusão da demarcação da Terra Indígena de Rio Pardo que ainda está pendente.

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