Áreas camponesas são incendiadas por grupos fascistas

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Pelo menos dois acampamentos camponeses foram incendiados na segunda quinzena de outubro por grupos reacionários e fascistas. Os atentados foram contra o Acampamento Sebastião Bilhar – organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) às margens da BR-262 no Mato Grosso do Sul, no dia 27 de outubro – e contra o Acampamento comuna Irmã Dorothy, em Tamboril, no Ceará, no dia 30/10.

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Destruição causada a acampamento camponês no Ceará; com Bolsonaro no governo, ataques tendem a aumentar
Destruição causada a acampamento camponês no Ceará; com Bolsonaro no governo, ataques tendem a aumentar

No primeiro caso, uma caminhonete teria passado por perto da área incendiada por volta das 20 ou 21 horas, segundo testemunhas. Elas afirmaram ainda que homens, de dentro dessa caminhonete, gritaram o nome do fascista Jair Bolsonaro segundos antes de o incêndio começar. Os camponeses conseguiram conter as chamas e ninguém se feriu por causa do incêndio criminoso. Os camponeses de Sebastião Bilhar seguem então em vigília em defesa de seu pedaço de terra e afirmam que foi grande a perda material causada pelo fogo.

O acampamento Sebastião Bilhar foi formado em 9 de julho de 2017 e conta com 240 famílias. Em entrevista, uma dirigente nacional do MST afirmou que mesmo sabendo que o movimento será alvo de mais ataques considerando o atual cenário político, o movimento seguirá por “denunciar todo tipo de atrocidade, de retirada de direitos” e que irão seguir resistindo sem calar-se ou deixar-se intimidar.

No segundo ataque, a forma utilizada para realizar o ataque foi semelhante: incêndio. De acordo com uma nota publicada no portal do MST, quatro homens fugiram de motocicleta após atear fogo próximo aos barracos.

O acampamento de Tamboril tem 4 anos e conta com 150 famílias que, segundo o MST, reivindicam a desapropriação da Fazenda Cacimbinha Unicacio, registrada no nome da família Timbó.

A nota da direção nacional do MST sobre os ataques qualificou-os como parte do processo de incremento da violência contra o campesinato em luta, que já ocorre desde o ano passado – ano no qual testemunhou-se o maior número de assassinatos de dirigentes camponeses da história.

Ambos os atentados representam o avanço da guerra civil reacionária contra as massas camponesas em geral, e suas organizações, dirigentes e lideranças em particular. O latifúndio, em face da crescente crise geral do velho Estado por um lado, e o avanço da luta camponesa, indígena e quilombola independente por outro, levam à reação a compensar sua falta de legitimidade perante as massas com cada vez mais violência e terror reacionário.

A vitória de Jair Bolsonaro no pleito da farsa eleitoral representa para o campo brasileiro nada mais que o triunfo do discurso mais agressivamente antipovo e pró-latifúndio e que tende a conflagrar completamente a luta pela terra; o que, por sua vez, servirá a levantar mais massas camponesas para a luta.

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