China: 12 estudantes perseguidos pelo governo

A- A A+
 

Pelo menos 12 estudantes e ativistas que participaram da campanha nacional em apoio às greves de trabalhadores na China desapareceram, segundo denúncias de parentes e amigos realizadas no dia 11 de novembro. O grupo de estudantes maoistas presta solidariedade aos operários e tem organizado protestos e mobilizado as massas estudantis e da juventude.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Foram relatadas, nas cidades de Pequim, Guangzhou, Shanghai, Shenzhen e Wuhan, perseguições a estes estudantes por homens não-identificados, que agrediram os jovens e os empurraram para dentro de veículos, de acordo com amigos dos maoistas.

Em Pequim, estudantes na Universidade de Pequim denunciaram que um homem não identificado entrou no campus a procura do estudante Zhang Shengye, um dos mais importantes líderes do movimento estudantil e da campanha em solidariedade aos operários em Pequim. Zhang estava também mobilizando e organizando estudantes para encontrar os ativistas que tinham desaparecido nas mãos de agentes do governo.

De acordo com o estudante Yu Tianfu, que estava em um café na hora em que as autoridades acharam Zhang Shengye, o líder estudantil foi espancado e arrastado para dentro de um carro, e não há informações de seu paradeiro até o momento.

Yu Tianfu também reportou que foi agredido pelos agentes, afirmando que as “autoridades” o jogaram no chão e deram chutes em sua cabeça. “Eu gritei: ‘por que estão fazendo isso?’ e fui respondido com uma ameaça por parte de um dos agentes, que disse: ‘se você gritar de novo eu te bato mais ainda’.”, denunciou.

Repressão e perseguição

As perseguições em massa de estudantes maoistas pelo governo fascista chinês começaram depois desses ativistas entrarem ativamente na campanha em solidariedade aos operários. 

O estopim dessa campanha foi o episódio que ocorreu na fábrica da Shenzhen Jasic Technology, na qual dezenas de trabalhadores protestaram contra demissões arbitrárias por parte da empresa e exigindo direito à organização sindical, e foram brutalmente reprimidos e presos no dia 27 de julho, na província de Guangdong, no sul da China.

As demissões ocorreram no dia 20 de julho e, segundo o portal de notícias rfa.org, se deram contra mais de 20 operários, sob acusações de “promoverem distúrbios e agitação política” e por serem “apoiados por ativistas maoístas”.

Esta é a mais recente agitação popular contra o governo anticomunista e fascista chinês, numa espiral crescente de insatisfação com o regime de exploração estabelecido em 1976, após a morte do Presidente Mao Tsetung, por meio do golpe revisionista dirigido por Teng Siao-ping que pôs fim ao socialismo e à ditadura do proletariado – substituindo-os por um regime fascista com economia capitalista social-imperialista.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja