Sudão: Rebelião contra salário miserável

Uma grande onda de manifestações tem varrido o Sudão, país do nordeste africano, desde o início da segunda quinzena de dezembro. Operários, servidores públicos, estudantes e trabalhadores em geral tomam as ruas aos milhares contra a miséria, a corrupção do regime de Omar Hassan al-Bashir e contra as medidas econômicas antipovo ditadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

No dia 27 de dezembro, a marcha de trabalhadores e estudantes, ocorrida na capital Cartum, terminou com 19 pessoas mortas pela repressão policial, sob ordens do governo de al-Bashir, além de 219 pessoas feridas. As marchas, tais como essa, ocorrem praticamente todos os dias, principalmente na capital, mas não só.

Os primeiros protestos, ocorridos dia 19/12, começaram como protestos camponeses em aldeias e vilarejos, no interior do país, onde existe um amplo sentimento patriótico e popular e de história anticolonial.

Em meio à revolta geral, o governo fechou as universidades e as escolas da capital e bloqueou os sinais de internet, objetivando desmobilizar e desencorajar os protestos. “O regime está em pânico, eu nunca os vi tão apavorados.”, disse Hafiz Ismail Mohamed, ativista sudanês, em entrevista ao monopólio The New York Times.

Recentemente, o preço do pão triplicou, sendo um dos estopins para a rebelião. O outro foi o fim do subsídio do governo ao combustível, diminuindo o salário real (poder de compra) das massas trabalhadoras, uma vez que isto encarece todas as mercadorias que dependem de combustível para sua produção ou logística. Essas medidas são ditadas diretamente pelo FMI no mundo inteiro.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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