Aldeia Maracanã mais uma vez na mira do velho Estado

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Na primeira semana de janeiro de 2019 a terra indígena Aldeia Maracanã, localizada ao lado do estádio de mesmo nome, voltou a ser alvo da sanha do velho Estado, agora gerenciado pelo fascista Jair Bolsonaro e sua quadrilha. Eleito deputado estadual nas últimas eleições, o falastrão Rodrigo Amorim – o mesmo que foi filmado destruindo uma placa instalada no Centro do Rio em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco – deu uma declaração ao jornal O Globo na qual ataca a Aldeia Maracanã chamando-a de “lixo e cracolândia” e seus ocupantes de “imigrantes ilegais”.

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Área está em luta pelo terreno desde 2012, com apoio do movimento popular carioca
Área está em luta pelo terreno desde 2012, com apoio do movimento popular carioca

Dois dias depois, surfando na onda das redes sociais, o deputado, que é do mesmo partido do gerente Jair Bolsonaro, fez um vídeo publicado nas redes sociais no qual incrementa seus ataques, importunando indígenas no acesso à Aldeia em tom agressivo e policialesco. No vídeo, ele faz comentários racistas e diz que irá fazer de tudo para expulsar os indígenas do local, cobrando de seus aliados à frente do Estado uma postura enérgica contra a Aldeia Maracanã.

— O que está por trás desse ataque nazista à Aldeia Maracanã? A milícia comandada pela Odebrecht. Com a prisão do miliciano e “chefe da área”, Chiquinho da Mangueira, estão surgindo seus sucessores. A milícia elegeu a posse indígena da Aldeia Maracanã por ser mais vulnerável. Tanto é verdade que o estádio de atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio De Lamare, desativados e abandonados, sequer são lembrados. Triste fim do nosso patrimônio esportivo do Maracanã que prestava serviços a idosos, pessoas com necessidades especiais, crianças e a comunidade local e das imediações, além de preparar os atletas para eventos esportivos. Os milicianos deveriam atacar esta parte e esquecer a Aldeia, que já tem destinação certa — diz o advogado da Aldeia Maracanã e indígena da etnia Guajajara, Arão da Providência.

— Mais do que nunca, precisamos romper com o estereótipo de que só é indígena aquele que vive na floresta, que não usa roupa, que não sabe dirigir, que não sabe falar e que não manuseia eletrônicos. A Aldeia Maracanã além de contribuir com esta desconstrução de que nós somos pessoas que existiam apenas no passado, acolhe os parentes de diversos Estados do país e da América Latina. O Coirem, que aconteceu recentemente, foi um evento lindíssimo, mulheres, jovens, crianças e idosos das mais diversas etnias vieram para trocar experiências — diz a indígena e estudante de direito da UFF, Juliana Guajajara em entrevista ao AND.

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