STF/Temer mandam extraditar Cesare Battisti, agora preso

A- A A+

O ministro do STF Luiz Fux determinou no dia 14 de dezembro a prisão do italiano Cesare Battisti, atendendo a um pedido da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge. Ato seguinte, Michel Temer ordenou sua extradição para a Itália, onde Battisti é condenado a prisão perpétua pela morte de 4 pessoas na década de 1970 (dois policiais e dois membros de grupos paramilitares anticomunistas), em ações da organização Proletários Armados pelo Comunismo, pela qual militava. Battisti nega as acusações, mas foi preso na Bolívia, no dia 13/01, e enviado para a Itália.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia
 

Battisti esteve preso no Brasil de 2007 a 2010, no âmbito do processo por sua extradição, mesmo com sua condição de refugiado político reconhecida pelo Estado brasileiro, à época gerenciado pelo oportunismo eleitoreiro de PT/Pecedobê. Em 2009 o STF liberou a matéria para o executivo federal, a quem cabe decisões sobre extradições. E no último dia de seu mandato, em 2010, Luiz Inácio autorizou a permanência de Battisti no Brasil, numa canetada já prevista por AND no editorial da edição 60, de 2009:

“No seu incontido afã de poder pessoal, o personalista gerente de turno deve escolher entre cumprir as ordens do imperialismo — como faz em relação ao que é fundamental da economia e política do país — e a decisão pela manutenção da concessão do asilo. E será esta última sua posição. E a tomará não por questões humanitárias, de justiça ou qualquer convicção política progressista — se lixa para tudo isso —, mas exclusivamente pela conveniência de vender a imagem de estadista independente, de olho gordo no futuro.”

À época, este editorial alertava para a aplicação de dois pesos e duas medidas quanto a Battisti (renegado da luta armada revolucionária e apoiador do PT) e Maurício Hernandez Norambuena (também condenado no Chile por crimes políticos e encarcerado no Brasil há 16 anos no Regime Disciplinar Diferenciado, o mais sádico e desumano regime nos presídios brasileiros).

Agora, a decisão da extradição de Battisti também ganha contornos políticos bem definidos, inscrevendo-se no contexto do anticomunismo do atual gerenciamento de turno. Umas das promessas de campanha de Bolsonaro era extraditar Battisti, satisfazendo os setores mais retrógrados que o elegeram, enquanto estende todo patrimônio nacional numa bandeja para os bancos e o imperialismo ianque. Talvez se ressinta por Temer ter tirado dele esse gostinho.

Ao fim e ao cabo, o caso Battisti parece ter a mesma utilidade tanto para o oportunismo petista como para Bolsonaro e as vivandeiras de quartel: distrair as respectivas claques enquanto tentam destruir o país.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja