Ritmo Desastroso

A defesa empreendida pelo governo federal, no sentido de homologar a reserva indígena roraimense Raposa/Serra do Sol em área contínua, praticamente inviabiliza o estado de Roraima. Essa questão, envolvendo inconfessáveis interesses alienígenas, pretende colocar no limbo econômico incalculáveis recursos naturais que se acumulam numa das regiões mais ricas do planeta. 

Brasília - Por trás de toda a movimentação, percebe-se a força coercitiva de países que formam o chamado primeiro mundo. Todos vivendo às custas do trabalho escravo de nações ricas, eternamente listadas como subdesenvolvidas. Na estruturação econômica mundial, não existe espaço para qualquer mudança. Os pobres estarão sempre a reboque e sem possibilidade de salvação. Os detentores de exércitos poderosos, como os EUA, sentem-se no direito de ameaçar e intimidar, enquanto proclamam e defendem a “justiça” e a “liberdade”. Alienada, colocada à margem de qualquer discussão a respeito dos rumos do país, a população vive anestesiada por meios de comunicação a serviço do capital financeiro internacional.

O presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP). Conseguiu realizar, no Brasil, a mesma incrível façanha do presidente norte-americano George W. Bush: dividiu o país. Sua excelência conseguiu votação consagradora, nas eleições de 2002, mas agora só está recolhendo ovos e tomates em praça pública. Nada restou das promessas e da certeza de que queria e iria mudar o Brasil.

Dom Luiz Inácio é mesmo caso perdido. Falava tanto do FMI, dos juros internacionais, da falta de patriotismo, somente para instalar uma equipe econômica comprometida com falcatruas das mais cabeludas, inclusive com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, flagrado pela CPI do Banestado na remessa ilegal de divisas para o exterior e lavagem de dinheiro. E lá continua. Pior, depois que descobriu que Henrique Meirelles estaria melhor situado se julgado por seus crimes, e encaminhado a um presídio, Dom Luiz Inácio concedeu-lhe, de forma inconstitucional e abusiva, o status de ministro, para que tivesse direito a foro privilegiado que tanto combateu. Se o jornalista norte-americano Larry Rohter tivesse escrito, que sua excelência tomou tal providência em estado de embriaguez alcoólica, certamente correria o risco de ser ameaçado, mais uma vez, de expulsão do país.

O governo do PT é uma colcha de retalhos, cujos matizes não têm como combinar: amarelo com preto, vermelho com azul, branco com cor-de-rosa, nada que faça par. É a coalisão entreguista/ saudosista/ trotskista/ malufista/ clerical /oportunista/ latifundiária.

O fato é que a gestão Dom Luiz Inácio não conseguiu, até o momento, colocar o país dentro do rumo desenvolvimentista propagado ao longo da disputa eleitoral de 2002. Continuamos dentro da mesma linha entreguista de nossos recursos, pagando dívida externa já liquidada várias vezes, exaurindo país famélico onde saltam aos olhos a injustiça e a imoralidade.

A obrigatoriedade de auditoria na dívida externa, que se encontra grafada nas disposições transitórias do texto constitucional, até hoje não foi cumprida. A OAB já entrou com ação junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto a Rede Globo de Televisão, através de “comentaristas” que defendem interesses alienígenas, combate a medida.

O descaso é total e as necessidades se avolumam. Fazemos parte de sistema econômico falido, a pressionar os povos do mundo ao desespero e à loucura. O fruto de tudo isso é a violência e o terrorismo sem fronteira. Porque, hoje, sem sombra de dúvida, o maior terrorista que poderia existir é o Estado.


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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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