MPB, poesia e educação

Cantora,  compositora , violonista paulistana e integrante da nova safra da Música Popular Brasileira (MPB), Helena Elis iniciou sua carreira ao som de Luiz Gonzaga aos quatro anos de idade, influenciada pelo pai. Intensa, romântica e sempre disposta a aprender e ensinar, além de artista Helena é professora da rede pública estadual de São Paulo e encontra em suas muitas pesquisas, leituras e troca de experiências com os alunos uma fonte para novas composições e estrutura da sua marca como autora.

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A cantora e compositora Helena Elis toca violão desde a infância
A cantora e compositora Helena Elis toca violão desde a infância

— Meus pais me trouxeram grandes motivações para inaugurar minha carreira musical, porque toda noite, após o duro dia de trabalho, ele pegava a sanfona, minha mãe, a gaita, e brincavam bastante, tinha música espalhada por todo lado. Meu pai gostava muito do Gonzagão, ele chorou feito bebê quando soube de sua morte. Durão que era, chorou durante uma semana — conta Helena Elis.

— Fui dando continuidade a minha carreira musical, o tempo todo cifrava as músicas que ouvia, não largava o violão. Fiz teoria musical, algumas escolas básicas, conservatórios, nunca deixei de estudar, e penso que o músico começa no ouvir, ele precisa ouvir muito, ter um contato íntimo, emocional com uma música, ficando mais fácil na hora de aplicar a teoria — defende.

— Um momento marcante para mim foi quando comecei a fazer música ao vivo nos bares de São Paulo, me senti uma pessoa muito mais musical. A primeira casa que “fiz” foi o Bardrugada, em Moema. Me via muito importante indo todos os dias cantar para aquelas pessoas, elas estavam ali falando sobre diversos assuntos com minha música de fundo, dando um suporte, dando trilha sonora ao dia a dia de cada um — expõe.

Helena Elis aparece no momento atual como um talento dentro da nova safra de MPB.

— Me considero basicamente uma cantora de MPB, mas também carrego um repertório eclético comigo, podendo apresentar um outro tipo de música para agradar o público presente em determinado momento. E tenho dois tipos de shows, um de repertório autoral e outro que inclui clássicos da MPB, que uso quando o contratante pede — explica.

— Faço isso com tranquilidade, até porque meu repertório de composições autorais é calcado exatamente em grandes nomes da MPB. Devo muito a essa marca forte da MPB, minhas influências configuraram em mim uma marca própria, mas galguei muito no que já existia. Tenho minha subjetividade autoral, cada compositor desenvolve isso propriamente — diz.

— O autoral ficou mais forte nas apresentações quando minhas músicas foram parar nas grandes rádios, o público começou a ir nos meus shows procurar por ele. A cada show eles querem saber se tem algo novo, mesmo que não tenha ido para o disco “aquela música que o artista faz ali, naquela semana”, eles querem saber mais — conta.

Tecendo canções e educando

— Sou formada em letras há alguns anos, e essa motivação veio da minha produtora, a quem muito agradeço. Eu já compunha bastante e ela me deu a ideia, dizendo: “puxa, por que você não intensifica isso em uma universidade de letras? E você ganha uma segunda profissão”. E foi muito útil para mim, veio a calhar, inclusive nos últimos anos com o falecimento do meu marido, abracei de vez essa carreira na educação — diz Helena.

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