RN: Servidores da saúde deflagram greve

Os servidores da saúde pública do Rio Grande do Norte declararam greve por tempo indeterminado no dia 5 de fevereiro, aprovada em uma assembleia da categoria no dia 24 de janeiro. O início da paralisação contou ainda com uma manifestação em frente à governadoria, no centro administrativo do Estado.

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A greve é resultado de “constantes ataques que os servidores estaduais vêm sofrendo nos últimos anos”, segundo as palavras do sindicato da categoria. Entre esses pontos citados, está o parcelamento dos salários de janeiro, que teria gerado revolta dos servidores que estão com os salários de dezembro e o 13º de 2018 ainda atrasados.

“Queremos um calendário de pagamento dos salários, que sejam pagos em dia. E exigimos o pagamento dos salários atrasados”, afirmou coordenador-geral do sindicato dos trabalhadores em saúde.

Os trabalhadores protestam ainda contra um decreto governamental publicado em janeiro no qual o pagamento e o gozo da licença-prêmio foram suspensos. O decreto foi revogado pelo governo após reunião com o Fórum dos servidores, mas, segundo o sindicato, as direções hospitalares estão proibindo a solicitação da licença.

A confirmação da greve, decretada por tempo indeterminado, coincidiu com a realização de um ato unificado com participação de servidores de todas as pastas estaduais. O protesto foi realizado em frente à Governadoria.

A greve abrange todo o Rio Grande do Norte e os serviços nas unidades de saúde estão reduzidos, com apenas 30% do efetivo dos servidores. Segundo a direção do Hospital Walfredo Gurgel, o maior hospital da rede pública estadual, 50% dos servidores estão trabalhando na unidade.

A saúde foi a primeira categoria a iniciar uma greve na atual gestão.

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