MG: Manifestantes protestam em repúdio ao crime da Vale

Cerca de 2 mil pessoas participaram de manifestação contra a mineradora Vale, devido ao rompimento criminoso de uma barragem de rejeitos em Brumadinho, em Belo Horizonte, no dia 1º de fevereiro.

Flávio Tavares/Hoje em Dia
População rechaça crime por ganância da Vale (Flávio Tavares/Hoje em Dia)
População rechaça crime por ganância da Vale

Carregando faixas com frases contra a mineradora, proclamando palavras de ordem e contando emocionados depoimentos sobre o crime que deixou pelo menos 310 pessoas assassinadas (quase 200 delas ainda desaparecidas), os manifestantes ocuparam toda a rua em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

“Eu perdi três alunos, estão mortos e não sabemos onde estão os corpos deles.”, afirmou uma manifestante presente.

“É um momento terrível para quem já vem alertando há tantos anos. A gente tem vários grupos de ambientalistas aqui em Minas que já vinham alertando dos perigos das barragens, das ameaças aos aquíferos.”, afirmou outro manifestante em entrevista concedida ao monopólio de imprensa.

‘A vale mata’

Quantos trabalhadores a Vale matou?, A sua vida frente ao capital de nada Vale, Não foi acidente e Vale assassina foram as mensagens escritas nos cartazes em frente ao Memorial Minas Gerais Vale. Centenas de pessoas concentraram-se na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em apoio às vítimas, familiares e moradores de Brumadinho.

A praça tornou-se o local de homenagens e protesto contra a Vale em bairro próximo ao ponto de maior destruição.

Com faixas, cartazes e bandeiras, os manifestantes reuniram-se na Alameda da Educação. Eles concentram-se na escadaria do Memorial Minas Gerais Vale e na Praça da Liberdade.

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