Bolsonaro ataca sindicatos por medo de greve geral, diz Marreta

Bolsonaro decretou, na calada da noite de 1º de março, em edição especial do Diário Oficial, a Medida Provisória 873, que dificulta a contribuição dos trabalhadores com as entidades sindicais. Organizações sindicais classistas, como o Marreta (Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte), criticaram duramente a medida.

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“Nós do Marreta não temos nenhuma dúvida: este ataque à organização dos trabalhadores foi para tentar impedir que os Sindicatos, junto com os trabalhadores e o povo, organizem a indignação, a repulsa e a revolta geral que tomou conta do país, depois de divulgada a proposta do assalto à Previdência, que antes a canalha chamava ‘reforma’ e agora chama, gastando bilhões em propaganda, de ‘nova previdência’.”, disparou.

O sindicato classista e combativo denunciou ainda a mentira que baseia toda a retórica, sobre o “déficit” das contas públicas cuja origem seria a previdência. “Como denunciamos no Programa Tribuna do Trabalhador, na Rádio Favela, o ‘déficit’ nas contas públicas, ou seja, o que o governo gasta mais do que arrecada, é de 16 milhões por hora. E o que o governo gasta pagando juros aos banqueiros parasitas da nação, por hora, são 39 milhões de reais”. “O governo gasta mais do que arrecada porque, além de pagar 39 milhões de reais por hora aos banqueiros, gasta bilhões com os salários milionários do presidente, dos senadores e deputados, dos governadores, prefeitos e vereadores, dos juízes e demais magistrados, dos altos oficiais militares e dos demais funcionários marajás.”, prossegue.

“Se os sindicatos não valem nada, como repetem os banqueiros, o monopólio da imprensa, Bolsonaro e políticos que recebem milhões em aposentadoria, por que então persegui-los? Fazem isso porque, em menos de cem dias de governo, já começou a ‘cair a ficha’ da farsa e da mentira desses políticos.”, afirma o Marreta.

A entidade conclama e reforça a necessidade de uma grande Greve Geral de Resistência Nacional que barre a reforma da previdência e todas as medidas antipovo, revogue a trabalhista e que levante a necessidade de se entregar a terra para quem nela vive e trabalha. Além disso, o Marreta cobra as entidades classistas e se posicionarem em defesa do direito democrático de manifestação e organização e contra a intervenção militar em curso, reivindicações que deve ser também levantada por uma greve geral.

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