‘Coletes amarelos’: As massas querem um novo caminho

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Rebelião multitudinária já dura quase cinco meses

“Coletes amarelos”. Essa massa combativa soma já 20 grandes protestos realizados, que aglutinaram milhões de pessoas contra um governo imperialista e suas medidas de redução do salário real, piora nas condições de trabalho e desmonte da Previdência Social.

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No vigésimo protesto, em Paris, milhares de jovens combatentes tomaram as ruas gritando contra Macron e seu governo, apesar de grande aparato repressivo, no dia 30 de março. Em Avignon, a repressão da “democracia francesa” não permitiu que a marcha prosseguisse, apesar dos gritos das manifestantes (em maioria) Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) Atendendo ao chamado internacional feito pelo Comitê de Apoio à Guerra Popular na Índia, sediado na Áustria, diversas entidades, organizações, ativistas e militantes democráticos e revolucionários realizaram atividades como parte da campanha pela liberdade do camarada Ajith, preso político da Índia que recentemente que diziam “Não à ditadura, temos o direito de manifestação!”. Em Bordeaux, a marcha teve uma melhor sorte e prosseguiu, com milhares de pessoas, no centro da cidade. Os jovens, nessa cidade, empreenderam um combate contra a polícia e a imprensa local qualificou suas táticas como “guerra de guerrilhas”. Em Marselha, Rennes, Caen, Rouen, Montbeliard e Estrasburgo também ocorreram marchas.

Os “coletes amarelos”, como foram chamados em referência ao tipo de vestimenta cujo uso é obrigatório para os motoristas na França, iniciaram seus protestos no dia 17 de novembro de 2018 e, semanalmente, todos os sábados, voltam às ruas em ganhou direito à liberdade sob pagamento de fiança. Na Áustria, ativistas anti- -imperialistas e revolucionários realizaram diversas atividades ao longo da semana do dia 18 de março, como foi divulgado pelo site New Epoch Media. Atividades como manifestações, colagem de cartazes, reuniões e assembleias foram realizadas em várias cidades. Enquanto isso, na Itália, ativistas democráticos e revodezenas de milhares.

O início da explosão espontânea de operários, trabalhadores, profissionais liberais, estudantes e pequenos proprietários foi o aumento de imposto que elevou o preço dos combustíveis, medida anunciada pelo governo Macron. A medida propiciava diretamente uma alta geral dos preços de praticamente todas as mercadorias, uma vez que o combustível é necessário para escoar boa parte da produção industrial e agrícola.

Como analisou o Partido Comunista Maoista da França (PCmF) – que tem dirigido parte dessas massas e apontado o caminho da Revolução Socialista, uma república proletária a ser conquistada com guerra popular –, “os ‘coletes amarelos’ representam um retorno brutal e triunfante da luta de classes nas vidas diárias dos burgueses. Hoje, eles se veem obrigados a dizer que ‘a República está ameaçada’. Sim, eles não estão errados! Essa República burguesa não nos pertence e pode morrer sem nenhum constrangimento. Desde a Comuna, sabemos que esta República assassina o povo quando ele se levanta, que é uma ferramenta da classe dominante e parasitária.”.

“Ao rejeitar todos os ‘responsáveis’, meios de comunicação e autoridades eleitas, os ‘coletes amarelos’ colocam questões fundamentais e, principalmente, de poder. Do poder para o povo, de uma República vermelha.”, dizem os maoistas.

“Aqui estamos diante de uma época de tempestades que sacodem as fundações do velho mundo. A era de negação e do espetáculo político acabou: hoje, devemos erguer e carregar a bandeira vermelha para elevar a ofensiva revolucionária.”, exclama o Partido, em pronunciamento intitulado “Coletes amarelos” – o fim da impotência, de janeiro de 2019.

O PCmF foi também saudado recentemente em uma resolução do IV Encontro dos Partidos e Organizações maoistas da Europa pelo papel que cumpre na rebelião que prossegue.

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