Camponeses massacrados por pistoleiros

Um grupo armado paramilitar a mando de latifundiários invadiu um vilarejo e executou um camponês, deixando outros três feridos, na Vila de Mocotó, entre os municípios de Altamira, Anapu e Senador José Porfírio, no sudoeste do Pará, no dia 3 de abril. Um sargento da Polícia Militar, que não estava em serviço, também morreu na ocasião, levantando a suspeita sobre sua participação na pistolagem.

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Os pistoleiros foram no local para despejar os camponeses, sob ordens de latifundiários da região. Não havia ordem judicial. O grupo paramilitar reunia seis pistoleiros que estavam encapuzados e já chegaram atirando contra as casas e os camponeses. Houve troca de tiros e, ao todo, cinco pessoas ficaram feridas, dentre elas o PM.

Já em Lábrea, região de Ponta do Abunã (Amazonas) ocorreu um massacre no qual pelo menos quatro pessoas foram executadas, segundo denúncia de posseiros à CPT. Outras pessoas desapareceram e as famílias suspeitam que tenham sido sequestradas pelos pistoleiros. Tudo ocorreu no dia 30 de março. A área onde houve o massacre fica próximo à tríplice fronteira dos estados do Acre, Amazonas e Rondônia.

Os pistoleiros chegaram atirando contra os camponeses e queimaram casas. O terror dos latifundiários é tamanho que, segundo a CPT, as famílias receiam denunciar o ataque e provocar ações mais violentas da reação. Mas, os camponeses criticam a “ausência” e cumplicidade do velho Estado com as ações dos pistoleiros.

O bando armado do latifúndio, no objetivo de intimidar ainda mais a massa, fotografou o rosto dos posseiros e ameaçou-os de morte. “Se vocês não saírem daqui, nós vamos voltar.”, disse um dos criminosos. O corpo de um dos dirigentes camponeses, Nemis Machado de Oliveira, de 50 anos, foi encontrado já sem vida pela filha na mata.

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