Partidos maoistas emitem declaração conjunta no 1º de Maio

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Partidos e organizações marxistas-leninistas-maoistas de todo o mundo emitiram uma Declaração Conjunta no dia 1º de maio de 2019. Representando o movimento comunista de pelo menos 14 diferentes países, os maoistas fizeram uma profunda análise da situação internacional e do Movimento Comunista Internacional, reforçando a necessidade de novas guerras populares no mundo. A íntegra da tradução pode ser lida em serviraopovo.wordpress.com.

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Maoistas austríacos fazem ação de embandeiramento como parte dos 200 anos de Karl Marx, 201
Maoistas austríacos fazem ação de embandeiramento como parte dos 200 anos de Karl Marx, 201

Os signatários foram o Partido Comunista do Equador – Sol Vermelho (PCE-SV), o Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) – MPP (CR), o Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha) – PCB (FV), Fração Vermelha do Partido Comunista do Chile, Organização Maoista para a Reconstituição do Partido Comunista da Colômbia, Núcleo Revolucionário para a Reconstituição do Partido Comunista do México, Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista (TKP/ML), Comitê Bandeira Vermelha – Alemanha, Partido Comunista Maoista – França, Coletivo Bandeira Vermelha – Finlândia, Comitês para a Fundação do Partido Comunista (Maoista) da Áustria, Tjen Folket – Liga Comunista da Noruega, o Comitê para Reconstituir o Partido Comunista do Estados Unidos e o Núcleo Comunista do Nepal.

Os maoistas reforçam que é preciso novas guerras populares no mundo. “Há Partidos Comunistas que dirigem as Guerras Populares, mas é necessário que os comunistas do resto do mundo constituam ou reconstituam Partidos Comunistas e iniciem Guerras Populares o mais rápido possível”, declaram.

Os partidos também defenderam a necessidade de que os comunistas de cada país gerem um pensamento guia ao aplicarem o marxismo-leninismo-maoismo à realidade concreta de cada país. Somente assim pode-se “estabelecer as leis específicas que regem a revolução no país em questão”, explicam.

Outro aporte do pensamento gonzalo defendido pelos partidos foi a necessidade da militarização dos partidos comunistas em todos os países. “Necessitamos de partidos comunistas que sejam máquinas de guerra, partidos militarizados marxistas-leninistas-maoistas, que, em meio de ações de caráter beligerante e de massas, atrevem-se a realizar todas as transformações e mudanças que lhes permitam dirigir a guerra popular em seu país específico. Apenas esses partidos, que são a negação completa dos partidos legalistas e economicistas dos revisionistas, são uma expressão da unidade plena da teoria e da prática maoista”, afirmam.

Nova crise mundial se aproxima

Os comunistas apontam que uma nova profunda crise de superprodução se aproxima e será de caráter geral e mundial, afundando o capitalismo em todo o mundo. Tal crise gerará miséria para as amplas massas e, consequentemente, uma nova situação da luta de classes para elas, com mais embates e repressão. “Sobre esta base econômica mundial, se agravam as contradições fundamentais, impulsionando ainda mais o desenvolvimento desigual da situação objetiva, da situação revolucionária em desenvolvimento desigual no mundo”.

“Antes de terem resolvido os problemas de sua crise mundial em 2008, as próprias instituições imperialistas anunciam que a economia mundial está entrando em novos problemas. Dizem que a economia ‘perdeu impulso’, que as ‘incertezas políticas’ e as ‘incertezas econômicas’ sobre as disputas comerciais entre Estados Unidos e China e com o Brexit farão que o ritmo de crescimento da economia ‘desacelere notavelmente este ano se comparado aos dois anos anteriores’”, afirmam.

“As massas mais profundas e amplas lutam todos os dias, porque essa é a única saída deste inferno, que ao mesmo tempo é o paraíso na terra para a burguesia e para seus lacaios, grandes burgueses e latifundiários nas nações oprimidas”, afirmam os partidos, que chamam ainda a atenção para apoiar as lutas de libertação nacional dos povos agredidos pelo imperialismo, como caso da Palestina, Mali, Afeganistão, Irlanda, Iraque e outros.

Agressão à Venezuela rechaçada

Em especial, os maoistas advertem que, para contrarrestar tal crise mundial que se avizinha, o imperialismo, especialmente o ianque, aprofundará as agressões contra os povos do mundo, situação dentro da qual se desenvolve a atual agressão à nação venezuelana. “Na Venezuela, a contradição nação oprimida-imperialismo tornou-se principal. O domínio da América Latina é a base estratégica de sua hegemonia mundial. A agressão imperialista dá-se mediante conluio e pugna com seus rivais imperialistas (terceira contradição, secundária na atual situação do país). Os rivais imperialistas movem-se e localizam-se em defesa de seus interesses já estabelecidos e de suas expectativas futuras. A Rússia busca garantir o investido e capitalizar a situação para aparecer como defensor do regime Maduro, sendo reconhecidos como intermediários para uma possível ‘solução’ negociada, para trocar seu apoio ao regime por alívio nas sanções impostas pelos ianques ou por melhores posições na Ucrânia etc.. A China, fora de seu apoio diplomático, mantém na expectativa. Alemanha, Espanha e outros países imperialistas da UE, que se somaram a relutantemente ao ‘reconhecimento’ do títere Guaidó, vão colocando-se à distância de uma invasão militar”.

Sobre a postura a ser adotada pelo povo e nação venezuelanos, os maoistas são enfáticos: “Ao povo e à nação venezuelanos cabe resistir e rechaçar a capitulação com o pretexto de um ‘acordo negociado’”.

Os maoistas saúdam ainda as guerras populares em curso na Índia, Peru, Filipinas e na Turquia. “O heroico exemplo dos comunistas, combatentes e massas que dão a vida nestas Guerras Populares, enfrentando a guerra contrarrevolucionária genocida, são um sinal de fogo para todos os comunistas. Com as guerras populares que já estão em marcha, somadas aquelas que se unirão as que estão por vir, passaremos à Guerra Popular Mundial, com a qual varreremos o imperialismo e a reação mundial da face da Terra”.

Celebrando a III Internacional

Os partidos e as organizações maoistas saudaram ainda o centenário da fundação da Internacional Comunista pelo grande Lenin, em 1919. “Lenin considerava a Internacional como uma máquina de guerra para a revolução mundial, o Partido Comunista Mundial com suas seções constituídas pelos Partidos Comunistas de cada um dos países; uma ferramenta necessária para a luta pela emancipação do proletariado internacional e a libertação dos povos e nações oprimidas”.

Tendo-se em conta a importância da Internacional e a falta que faz uma organização internacional maoista, os maoistas afirmam, na declaração, que estão hoje prestes a alcançar uma nova unidade em torno do marxismo-leninismo-maoísmo, sob a consigna Avançar até uma Conferência Internacional Maoista Unificada!

“O chamado para uma Conferência Internacional Unificada é um audaz grito de guerra para superar a dispersão do Movimento Comunista Internacional e unificá-lo sobre a base do marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo, na luta contra o revisionismo e ao serviço da revolução proletária mundial. Claro que esta tarefa não é fácil e o revisionismo e o oportunismo estão fazendo todo o possível para causar problemas, para obstruir e sabotar o que podem. Mas os comunistas estão aí para resolver os problemas, para derrubar os muros, mover as montanhas e aplastar o revisionismo e o oportunismo”, arrematam.

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