Maoistas e revolucionários celebraram o 1º de Maio em todo o mundo

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O site internacionalista alemão Dem Volke Dienen fez uma grande compilação dos protestos, agitações e atos públicos organizados por comunistas ou revolucionários em todo o mundo. Em mais de 15 países, as massas marcharam sob direção e bandeira revolucionárias.

Dem Volke Dienen
Comunistas e trabalhadores alemães marcham no 1º de maio
Comunistas e trabalhadores alemães marcham no 1º de maio

Na Suécia, o 1º de Maio foi marcado por “um salto evidente no desenvolvimento das forças revolucionárias, que se uniram num grande contingente, em bloco, para participar de uma manifestação em Estocolmo”, segundo relatou o portal Dem Volke Dienen. Uma faixa levava a consigna “Lutar contra o imperialismo, viva o internacionalismo proletário!”.

Na Noruega, militantes maoistas realizaram comícios e agitações em quatro cidades: Kristiansand, Trondheim, Bergen e na capital Oslo. Panfletos e cartazes foram distribuídos e colados nestas e também em outras cidades. Pichações também foram realizadas.

Em Oslo, especialmente, uma manifestação uniu os maoistas noruegueses com várias organizações anti-imperialistas. Todos marcharam com dezenas de bandeiras vermelhas com a foice e o martelo; os presentes homenagearam solenemente ainda o dirigente revolucionário mexicano, “Comandante Gato”, executado recentemente por grupos paramilitares em Oaxaca. Os ativistas repudiaram ainda a guerra imperialista que se gesta contra a nação venezuelana.

Na Finlândia, os maoistas marcharam com uma faixa que dizia: “Combater, Resistir!”. O portal internacionalista alemão relatou ainda que “segundo relatórios dos camaradas finlandeses, as atividades do 1º de maio significaram um passo importante no rumo que a luta de classes está tomando no país”.

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Maoistas norte-americanos propagendeiam maoismo e aportes do pensamento gonzalo, no 1º de maio
Maoistas norte-americanos propagendeiam maoismo e aportes do pensamento gonzalo, no 1º de maio

Na França, ativistas revolucionários e maoistas realizaram duas manifestações próprias. Segundo o portal Dem Volke Dienen, em Paris um bloco vermelho marchou pelas ruas unindo os maoistas franceses com os revolucionários turcos que residem na Europa, carregando bandeiras com a foice e o martelo, da organização turca Partisan e do Exército de Libertação de Operários e Camponeses (TIKKO, dirigido pelo Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista, hoje em guerra popular). Os revolucionários convocaram ainda o boicote às eleições parlamentares da União Europeia.

Ainda na França, na cidade de Clermont-Ferrand, militantes da juventude revolucionária marcharam exigindo a libertação dos manifestantes presos por participarem da jornada de luta dos “coletes amarelos”. Houve agitação com megafone e dezenas de bandeiras comunistas tremularam nas mãos dos ativistas.

Na Áustria, “os revolucionários tiveram um papel ativo nas ações do 1º de maio nas cidades de Graz, Viena, Linz, Innsbruck, Salzburgo e Vorarlberg”, segundo o portal internacionalista alemão. Participaram de várias dessas manifestações ativistas turcos que residem na Europa. As manifestações engrossaram a luta do povo austríaco contra uma reforma das leis trabalhistas que poderá aumentar a jornada de trabalho do proletariado para 12 horas diárias e, segundo o portal citado, “isso alimenta a luta por reconstituir o Partido”, cuja luta por reconstituir-se é empreendida pelos Comitês pela Fundação do Partido Comunista (Maoista) da Áustria.

Segundo o relato do portal alemão, os maoistas tiveram que enfrentar ainda a censura de forças revisionistas, que tentaram proibir os revolucionários de realizar sua propaganda.

Na Alemanha, houve marchas e agitações em pelo menos quatro cidades: Bremen, Berlim, Hamburgo e Freiburg. Neste último local, houve uma manifestação em um bairro proletário, enquanto que, em Bermen, um protesto internacionalista mobilizou várias dezenas de pessoas. Já em Hamburgo, pelo menos 500 pessoas marcharam sob a consigna de “Proletários de todos os países, uni-vos!”, e nessa manifestação os revolucionários também renderam homenagens aos dirigentes e militantes assassinados no México recentemente.

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Trabalhadores marcham na Aústria pelo internacionlismo proletário
Trabalhadores marcham na Aústria pelo internacionlismo proletário

Na Itália, ativistas do Proletari Communisti participaram de manifestações em Bergamo, Milão e Palermo hasteando bandeiras comunistas e faixas. Panfletos e jornais foram distribuídos.

No USA, segundo o Dem Volke Dienen, “o dia do internacionalismo proletário foi marcado pelo anúncio da existência de um Comitê para Reconstituir o Partido Comunista do Estados Unidos, presente na declaração do Dia do Internacionalismo Proletário de 2019, assinada junto com outros 13 partidos e organizações maoistas.

Além disso, em Los Angeles, os maoistas e jovens revolucionários organizaram uma marcha vermelha vigiada de perto pela polícia. Um helicóptero acompanhou o ato desde o princípio, e chegou mesmo a lançar uma bomba de gás lacrimogêneo. A polícia cercou e deteve pelo menos 24 manifestantes, mas, segundo o portal alemão, os jovens militantes não se detiveram e “durante toda a detenção permaneceram firmes, cantando A Internacional” – hino do proletariado e dos comunistas – e “zombando das hordas policiais”. Todos foram libertados em seguida.

Em Austin, um grande contingente policial foi mobilizado, como poucas vezes na região, para tentar frustrar a marcha proletária convocada pelos maoistas. A polícia deteve um ônibus municipal e tentou usá-lo para bloquear a passagem em uma das ruas, em vão. Os maoistas e jovens marcharam gritando “Ousar lutar, ousar vencer!” e empunhando estandartes com os rostos dos cinco chefes comunistas Karl Marx, Friedrich Engels, Lenin, Stalin e Presidente Mao, além do chefe da Revolução Peruana, o Presidente Gonzalo, cujo pensamento guia aportou grandiosamente ao tesouro do maoismo e da revolução mundial. Os maoistas de Austin fizeram o tempo todo chamados para levar-se a cabo e apoiar a luta por reconstituir o Partido Comunista do USA, como um partido maoista militarizado. Um ativista fascista, por fazer provocações, foi golpeado e levado ao hospital com ferimentos no rosto.

Na Turquia, em Ancara, os maoistas do coletivo Partisan participaram de uma manifestação, enquanto que em Istambul, na Praça Taksim – palco de tradicionais protestos e confrontos violentos entre o povo e as forças de repressão policial – os maoistas formaram um grande bloco vermelho. Houve protestos contra um sequestro realizado pela polícia, cuja vítima foi um ativista revolucionário, libertado dias depois.

Além disso, organizações revolucionárias turcas participaram também em manifestações na Europa – visto que o número de turcos residindo nos países centrais do continente é muito grande. Os maoistas turcos atuaram em pelo menos 14 cidades da Inglaterra, França, Alemanha, Grécia, Áustria, Suíça e outros. Em Zurique, por exemplo, uma faixa assinada pelo Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista saudava a guerra popular empreendida pelo TIKKO na Turquia. Organizações como a Juventude Partisan - Marxista-leninista-Maoista, o Coletivo Vermelho e outros também participaram em atos nos países citados.

No Chile, mais de 20 mil pessoas participaram de uma marcha realizada em Santiago. Durante o início do protestos, os manifestantes foram atacados pela polícia, que buscou intimidar de todas as formas os ativistas. Respondendo à agressão, os manifestantes feriram pelo menos 30 policiais, frustrando sua tentativa de abortar a marcha.

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Bandeiras com a foice e o martelo foram hasteadas na Alemanha
Bandeiras com a foice e o martelo foram hasteadas na Alemanha

No Equador, marchas foram realizadas no 1º de maio em várias cidades, com destaque para Quito e Ibarra. Maoistas e ativistas revolucionários marcharam distribuindo panfletos com a consigna: “Viva o maoismo, abaixo o revisionismo!” e “Viva o glorioso Movimento Comunista Internacional!”. Organizações sindicais e de trabalhadores também participaram da marcha, todos convocados pela Frente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores de Imbabura.

Na Colômbia, militantes maoistas organizaram atividades em Medellín e em Bogotá. Na primeira cidade, um bloco vermelho marchou pela cidade lançando palavras de ordem contra a farsa eleitoral, a agressão imperialista no Oriente Médio e pela emancipação feminina. Um grupo de jovens revolucionários incendiaram um boneco do “Tio Sam”, simbolizando o imperialismo ianque.

Em Bogotá, também marcharam pelas ruas um bloco maoista. Eles incendiaram uma bandeira ianque e picharam prédios comerciais com palavras de ordem revolucionárias. Grandes faixas diziam: “Povo trabalhador: rompa suas cadeias e faça a revolução!”. Bandeiras comunistas, com a foice e o martelo, também foram hasteadas.

No Peru, uma seção do Sindicato Unificado dos Trabalhadores em Educação do Peru (Sutep) marchou até o Memorial José Carlos Mariátegui, em Lima. Eles lançaram palavras de ordem contra várias correntes oportunistas e revisionistas que, de dentro do sindicato, buscam utilizá-lo como trampolim eleitoral ou para suas políticas de combate à revolução. Os ativistas gritaram especialmente contra o Movimento pela Anistia e Direitos Fundamenatais (Movadef, encabeçado por ex-dirigentes do Partido Comunista do Peru que renegaram a guerra popular e o maoismo) e outros.

No Canadá, o Partido Comunista Revolucionário (PCR-Canadá) realizou uma marcha carregando faixas e cartazes, alguns dos quais saudaram a obra do chefe maoista peruano Presidente Gonzalo. Os jovens revolucionários, que encabeçaram a marcha, confrontaram-se violentamente com a polícia, como tradicionalmente ocorre, porque as tropas repressivas tentaram impedir a marcha de prosseguir. Em vários momentos, barricadas em chamas foram erguidas.

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Nas Filipinas, vários vídeos foram publicados na internet demonstrando o peso das marchas organizadas pelos maoistas, especialmente na capital Manila. Centenas de pessoas marcharam com faixas estampando o rosto de Marx, Lenin e Presidente Mao, além de confrontos com as tropas policiais. Ali, ocorre a guerra popular dirigida pelo Partido Comunista das Filipinas.

Na Rússia, milhares marcharam com retratos de Stalin, Lenin e outros heróis comunistas bolcheviques ou combatentes da Grande Guerra Patriótica (como é conhecida a 2ª Guerra Mundial por lá). Bandeiras comunistas também foram hasteadas, representando que as massas populares daquela região lutam, a seu modo e sem direção consequente – a marcha foi dirigida pelo partido revisionista russo –, por contrarrestaurar o socialismo no país.

Segundo o portal alemão, “camaradas [mexicanos] estiveram presentes fisicamente em manifestações revolucionárias em dezenas de cidades ao redor do mundo, agitando consignas e imagens revolucionárias”.

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