Primeiro de Maio no Brasil: milhares vão às ruas clamando por uma Grande Greve Geral!

A- A A+
Pin It

Em todo o país, movimentos classistas e populares consequentes realizaram agitações por ocasião do Dia do Internacionalismo Proletário, centrando suas intervenções na necessidade de uma Greve Geral de Resistência Nacional.

Banco de dados AND
Mais de 20 mil pessoas se reuniram em SP; construir a Greve Geral foi a palavra de ordem
Mais de 20 mil pessoas se reuniram em SP; construir a Greve Geral foi a palavra de ordem

O 1º de Maio de 2019 em Contagem, Minas Gerais, teve a intervenção do bloco classista e combativo formado por operários, funcionários públicos e movimentos populares que estão trabalhando para a construção da Greve Geral de Resistência Nacional.

O bloco combativo ergueu faixas, bandeiras e distribuiu panfletos com o seguinte título: 10 motivos para a Greve Geral, que foi elaborado coletivamente pela Plenária Sindical. O ato, convocado pelas centrais sindicais, teve início às 7h30m na Praça da Cemig e foi encerrado às 11h na Praça do Trabalhador.

As intervenções dos dirigentes sindicais e movimentos populares denunciaram as políticas de ataque do governo Bolsonaro – tutelado pelo Alto Comando da Forças Armadas – contra os direitos trabalhistas e do povo em geral para servir às políticas do imperialismo, principalmente ianque. Os manifestantes gritaram palavras de ordem denunciando o crime da Vale em Brumadinho e conclamando o povo para a Greve Geral de Resistência Nacional.

Dentre as intervenções, destacaram-se a do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais (Sintect-MG), Robson, que denunciou a política do governo Bolsonaro de entregar as empresas de Correios e Telégrafos e privatizar a Refinaria Gabriel Passos (REGAP); e a fala do coordenador da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), que denunciou o caráter reacionário de Bolsonaro e sua nefasta condição de lambe-botas do imperialismo ianque.

Além disso, o coordenador da LCP também denunciou a sanha do governo em insuflar os latifundiários a seguirem assassinando os camponeses, ao dizer que irá favorecê-los caso eles atirem nos que tentarem “invadir” suas terras. O dirigente da LCP disse que os camponeses “já resistem há séculos a esses ataques” e não será esse favorecimento que freará a luta pela terra no Brasil. Em seguida, ele conclamou o povo para a Greve Geral.

Entre as organizações sindicais e de trabalhadores presentes estão o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Construção de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Marreta), Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares do estado de Minas Gerais (Sindados), o Sintect, Federação dos Empregados no Comércio de MG, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos e Beneficiamento de Borracha de Minas Gerais, Sindicato dos Oficiais Eletricistas e Trabalhadores nas Indústrias de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias de Belo Horizonte e Região (Sindofe), Liga Operária, Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Luta pelo Socialismo (LPS), a LCP, Movimento Feminino Popular (MFP) etc.

No Rio de Janeiro, centenas de pessoas se reuniram o dia inteiro na Praça Mauá, Centro da cidade, durante o Ato Unificado que teve como tema principal o combate à “reforma” da Previdência do governo Bolsonaro/Alto Comando das Forças Armadas.

Nos dias que antecederam a manifestação, milhares de cartazes foram colados pelas centrais sindicais em toda a região central da cidade denunciando o fim da Previdência. Além disso, a Liga Operária espalhou pelas ruas adesivos com a palavra de ordem Greve Geral de Resistência Nacional.

Um bloco composto por organizações revolucionárias e classistas marcou presença no Ato e ficou localizado próximo a entrada do Museu do Amanhã, fazendo agitação com bandeiras, caixa de som e uma faixa com a palavra de ordem Contra as “reformas”! Greve Geral Já!. Participaram deste bloco o Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), o MFP, a Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária e o Comitê de Apoio ao jornal A Nova Democracia.

Os militantes dessas organizações distribuíram centenas de panfletos da Liga Operária denunciando o crime da Vale em Brumadinho e outro (assinado também pelo Marreta), conclamando à Greve Geral de Resistência Nacional. Os apoiadores do AND realizaram uma brigada com a nova edição do jornal e dezenas de exemplares foram vendidos.

Em São Paulo, cerca de 20 mil manifestantes reuniram-se no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo, o principal centro operário do país, para pressionar e alavancar a Greve Geral de Resistência Nacional.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia
 

Empurradas pelo clamor das massas a se posicionar em relação aos ataques perpetrados pelo atual governo de Bolsonaro/Alto Comando, como a “reforma” da Previdência e a autorização da instalação ao USA da base militar de Alcântara, até mesmo as centrais sindicais dirigidas por renomadas correntes oportunistas tiveram de erguer a palavra de ordem da Greve Geral. A própria realização de um ato unificado de todas as centrais ilustra essa situação.

O Comitê de Apoio do AND da cidade de São Paulo esteve presente e realizou vitoriosa brigada de vendas de jornal. Em suas intervenções, os brigadistas do Comitê de Apoio deram ênfase na necessidade de que as massas não devem reduzir as palavras de ordem apenas contra a “reforma” da Previdência, mas de aprofundá-las sob a perspectiva de uma grande Greve Geral de Resistência Nacional, que combata o atual governo de generais de Bolsonaro e, a exemplo da greve dos caminhoneiros e das manifestações de 2013, conquistem direitos e defendam os já conquistados.

Em Campinas (SP) vários muros foram pichados com palavras de ordem pela Greve Geral de Resistência Nacional e em saudação ao Dia do Internacionalismo Proletário, o 1º de maio.

Em Montes Claros (Norte de Minas), no dia 2 de maio, foi realizado um vibrante Ato Político e internacionalista em celebração ao Dia Internacional do Proletariado. O Ato, convocado pelo Comando de Luta pela Greve Geral do Norte de Minas e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Sistema Público Municipal de Montes Claros (Sind-Educamoc) ocorreu no principal terminal de ônibus no centro da cidade.

Os camponeses e dirigentes da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia tiveram marcante participação e, junto com ativistas do Sind-Educamoc, do MFP, do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Manga, do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), do MEPR e de membros do curso pré-vestibular popular Emancipa repudiaram a intervenção ianque na Venezuela e levantaram a bandeira da Greve Geral contra a “reforma” da Previdência, pela revogação da “reforma” trabalhista e bandeiras da luta pela terra e contra os cortes de verbas para a educação, numa importante ação de propaganda e de celebração. Pelo menos 3 mil panfletos foram distribuídos em uma grande agitação.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja