O que quer dizer a ‘nova lei de greve’ para os trabalhadores?

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Na manhã do dia 28 de maio, Paulo Guedes, ministro da Economia, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reuniram com deputados para apresentar o “novo” projeto de restrição ao direito de greve. Afinada com o ataque à Previdência, tal projeto de lei propõe “regulamentar o exercício de direito de greve” na intenção de criar “mecanismos de responsabilização para evitar interrupção de serviços essenciais”.

Felipe Rigoni (PSB-ES), Enrico Misavi (PV-SP), Paulo Ganime (Novo-RJ), Kim Kataguiri (DEM-SP) e, também, Tabata Amaral (PDT-SP) – a deputada “nem de esquerda, nem de direita” – reuniram-se com os setores mais reacionários da atual conjuntura para tomar conhecimento do texto: uma velha novidade que circula desde 2001 na Câmara. Para não restar dúvida quão à direita está a deputada que apresenta-se como da “nova” esquerda.

Em entrevista exclusiva, um representante da Coordenação da Liga Operária afirma que tal medida “tem uma lógica de guerra”, isso porque “numa guerra, o Exército inimigo prepara as tropas dele para os combates, mas também começa a articular as leis e a opinião pública para favorecê-lo. Vejamos: os levantes classistas têm sido majoritariamente do funcionalismo público, e essa nova lei que Bolsonaro e Rodrigo Maia estão articulando é uma chancela daquilo que eles sempre quiseram estabelecer e propagar no meio do povo: que não se pode realizar greve em ‘serviços essenciais’”, afirma o dirigente operário. E prossegue: “Eles dizem que querem regulamentar o direito à greve, mas isso é, na verdade, cerceamento do direito à greve, não permitir que determinados setores façam greve, ainda que estejam trabalhando em condições de calamidade pública”.

O cerceamento do direito à greve que se pretende aplicar é contra o levante dos trabalhadores. A repressão, em um primeiro momento, manifesta-se em sua forma jurídica e, tendo falhado o controle legal, a barbárie se apresentará em sua forma crua, militarizada e imediatamente violenta, como endossa o entrevistado.

“O Alto Comando das Forças Armadas (ACFA) tem seus comandantes colocados em todos os postos principais do velho Estado, e agora as leis precisam reger de modo a facilitar, favorecer, institucionalizar e legitimar seus planos e ações que buscam prevenir o levante das massas.”, completa. Levantes esses que já se confirmam em nossa breve história e se anunciam no futuro próximo.

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