Israel: Protestos contra a morte de etíope pela polícia

Etíopes judeus protestaram em massa, no dia 30 de junho, contra o assassinato covarde do adolescente Solomon Tekah, em israel, acusado de ter atirado pedras no policial que tentou o separar de uma briga. Entretanto, testemunhas no local negam a versão dos agentes.

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Jovens etíopes protagonizaram justa rebelião popular

De acordo com o portal Incendiary News, depois do assassinato de Tekah, os etíopes se revoltaram aos milhares, onde mais de cem policiais foram feridos e quase 200 manifestantes foram presos. Os revoltosos queimaram carros e pneus, derrubaram veículos da polícia, fecharam estradas, atiraram pedras e coquetéis molotov contra as forças da reação. Um manifestante disse à multidão, durante o protesto: “Estou preparado para sangrar, estou preparado para morrer”.

Após uma pausa para reconhecer o período de luto judaico, os protestos recomeçaram na segunda-feira, dia 8 de junho. As acusações de homicídio culposo foram retiradas, e o policial não será indiciado.

A morte de Tekah é uma das muitas praticadas pela polícia contra os “Falashas”, que significa, na verdade, “exilados” ou “estranhos”. O nome representa a discriminação que eles sofrem dentro do Estado fascista de Israel, onde os dados apontam que os etíopes da comunidade judaica são três vezes mais propensos a serem presos do que os ashkenazi (judeus provenientes da Europa), têm rendimento per capita 40% menor que a média, e mais de 1/3 das famílias (38,5%) vivem abaixo da linha da pobreza. Os “falashas” foram trazidos pela primeira vez à Israel em uma grande migração orquestrada pela CIA, e o Estado de Israel, a partir de 1984, onde eles eram levados em aviões e barcos superlotados, causando a morte de milhares.

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