Acampamento é atacado por paramilitares no Norte de Minas

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‘Vamos matar todo mundo’

O acampamento Bela Vista, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizado em Rio Pardo de Minas, no Norte de Minas Gerais, foi atacado na noite de 18 de julho, segundo denunciaram os próprios camponeses, denúncia repercutida pelo jornal Resistência Camponesa.

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Seis pessoas em três motos invadiram o acampamento, ameaçaram as famílias camponesas gritando “vamos matar todo mundo” e atearam fogo nos barracos. As famílias conseguiram se esconder no mato, mas tiveram todos os seus pertences destruídos. Segundo os trabalhadores, uma moto com duas pessoas não conhecidas rodaram a área no período da manhã do mesmo dia.

Segundo a página do MST, “o acampamento possui 30 famílias, que estão na área desde fevereiro de 2017”. A área, prosseguem, “era da fazenda Santa Bárbara, uma terra pública, registrada no nome do estado de Minas e que estava sendo explorada irregularmente pela Gerdau”, ou seja, terra grilada e roubada pela empresa.

O MST denunciou ainda que “a conivência do Estado permitiu que a prática de pistolagem se tornasse comum e propagasse um triste histórico de violência na região”. E apontou que “em 2009 houve em uma tentativa de massacre das famílias acampadas nas terras devolutas da fazenda Capão Muniz. A mando de Mario Nascimento Neto, 40 pistoleiros espancaram e torturaram as pessoas. Felizmente ninguém foi assassinado na ocasião, mas até hoje o processo corre na justiça e a impunidade permanece”.

Guerra contra os camponeses

É dentro desse contexto de aumento da concentração de terras e de guerra promovida pelo governo e pelos latifundiários contra os camponeses que cresce os conflitos agrários. Mas os camponeses também se organizam. Um membro da Coordenação Nacional das Ligas dos Camponeses Pobres, em uma Audiência na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, denunciou, na segunda quinzena de julho, vários crimes do governo e dos latifundiários, e afirmou:

“Nós dizemos: não vão para o lado da guerra contra o povo – guerra que o governo federal declarou – porque ela vai ser respondida pelo povo com a guerra também. E que todos os camponeses que estão lutando pela terra se armem com coragem e esperança, porque quanto mais eles agredirem, maior será a vingança contra eles. O povo vai vingar tijolo por tijolo, toda a covardia e humilhação que eles fazem as pessoas passarem.”.

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