Pesquisar e divulgar a MPB

Paulistana apaixonada por música popular brasileira, a cantora e compositora Renata Finotti lança seu primeiro disco solo, Tesouros, uma espécie de baú contendo canções que considera verdadeiras pérolas. Determinada em divulgar música de qualidade, Renata tem preferência por desengavetar canções que foram pouco exploradas na época de seus lançamentos, ou até mesmo inéditas, de autores pouco ou muito conhecidos, como Belchior.

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Renata Finotti em sua apresentação no programa Sr. Brasil
Renata Finotti em sua apresentação no programa Sr. Brasil

— Sou uma pessoa solitária dentro da minha família, no que diz respeito à música, porque absolutamente ninguém é envolvido com arte, sou a primeira, praticamente autodidata. Mas, apesar de não ter crescido em um ambiente musical, desde menina tive oportunidade de estudar música, primeiro flauta doce, depois passei para o piano e violão, porém nunca me aprofundei muito, meu conhecimento teórico é raso — conta Renata.

— Já com o canto, aos 14 anos de idade, isso foi totalmente diferente, senti que tinha muita facilidade para cantar. Na questão teórica fui aprendendo uma coisa e outra, mas meu canto é intuitivo. Minhas referências musicais passa por Tom Jobim, Elis Regina, Caetano, Vinícius de Moraes, João Gilberto, e muitos outros que servem de escola para quase todos que trabalham Música Popular Brasileira (MPB) — continua.

— A sigla MPB é a denominação que foi dada à produção musical que veio pós-movimento Tropicália. Hoje, pelo que tenho visto e estudado, não se denomina mais MPB, é música brasileira ou música brasileira contemporânea, tendo diversos sub-gêneros, como: música caipira, forró, pop rock etc. No meu caso, percorro esses subgêneros e ainda chamo de MPB —  declara.

Apesar da facilidade e prazer com o canto, Renata precisou atuar em outra área para sobreviver, quase abandonando sua paixão.

— Cantei durante a adolescência até o final do colegial, e então me deparei com a dificuldade financeira para sobreviver da minha arte, e assim cursei enfermagem. Mas, depois de ser uma enfermeira formada e pós graduada voltei para a música. Isso aconteceu em 2015, em Maceió (AL) onde morei por alguns anos, quando me pediram para dar uma canja durante uma festa em que eu estava — recorda.

— Senti naquele momento que o meu sonho de menina ainda estava dentro de mim, que eu precisava voltar a cantar, e foi a grande virada. Depois de uns dois anos produzindo projetos aleatórios em Maceió, resolvi gravar um disco, que seria meu cartão de visita, a maneira de mostrar o meu lado profissional na arte, e assim surgiu Tesouros — diz.

O primeiro CD de Renata vem com obras inéditas de compositores brasileiros e regravações de clássicos que foram pouco divulgados.

— Eu mesma nomeei esse trabalho de Tesouros, porque é o nome de uma música inédita do disco, e por trazer canções que considero verdadeiras pérolas da música brasileira. Nós artistas temos consciência de que existem muitas músicas maravilhosas engavetadas, algumas que foram gravadas e pouco exploradas e outras inéditas, e que merecem ser gravadas — defende.

Mostrando o que é bom

— São canções lindas, que tiveram pouca divulgação. Sou de uma linha de raciocínio que acredita que se deve desengavetar as canções e colocá-las em exposição. Foi o caso, por exemplo, da música Pequeno mapa do tempo, de Belchior, que foi censurada na época do regime militar, em 1977, e ficou engavetada, desconhecida pela grande maioria das pessoas — expõe Renata.

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