Brasilidade em quadrinhos

Natural de São Gonçalo, cidade que faz parte do Grande Rio (RJ), o quadrinista Eberton Ferreira produz suas histórias com muita brasilidade, geralmente ligadas ao folclore brasileiro e seus personagens. Com um talento nato, Eberton cria desde a infância histórias em quadrinhos (HQs), fanzines e atualmente edita seus gibis através do selo Fanzineston, de sua autoria, disponibilizando também na versão virtual.

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Eberton participa de diversos eventos ligados à literatura de quadrinhos
Eberton participa de diversos eventos ligados à literatura de quadrinhos

— Minha geração costumava ter o seu primeiro contato com a literatura através dos quadrinhos, estou com 41 anos de idade, isso era bem vivo naquela época, mas se perdeu com o passar dos anos. Sempre gostei muito das histórias de terror ou de super herói, e entre os meus 8 e 10 anos acabei transcendendo à leitura e criando as minhas próprias histórias — conta Eberton.

— Sempre gostei muito também de filmes, que juntamente com a grande quantidade de quadrinhos que li serviu de influência para mim, normalmente filmes e quadrinhos de terror feitos por brasileiros e estrangeiros. Tudo isso favoreceu para que eu começasse a produzir meus quadrinhos, e hoje posso dizer que vivo um sonho de criança: criar e comercializar minha arte — declara.

— Contudo, ainda não consigo viver do meu trabalho de artista. Em paralelo, durante a semana vendo churrasquinho na rua para a minha sobrevivência. Nos finais de semana participo de eventos ligados à arte, e já ganhei prêmios. Desde o princípio tenho feito meu trabalho de forma independente, com muito esforço, e acredito que é possível sobreviver da arte, estou batalhando para isso — expõe.

Eberton começou a comercializar seus quadrinhos no início dos anos 2000, depois, sem sucesso, tentou seguir outras profissões. 

— Minha família sempre apreciou a minha arte, mas não me incentivou a tê-la como profissão, diziam: “Vá estudar e trabalhar em outra coisa para ganhar dinheiro e tenha os desenhos como um passatempo”. Mais tarde me casei, tive uma filha, e então não houve outra escolha: comecei a trabalhar em outras atividades —  coloca.

— Fiquei sem desenhar por um período aproximado de 10 anos, completamente afastado, até que, em sociedade com meu pai, abri uma videolocadora e foi ali na loja, ocioso esperando que clientes entrassem, que de repente me vi rabiscando de novo.  Costumo dizer que nós artistas não escolhemos ser artistas, já nascemos assim, e mesmo quando não produzimos nada, isso fica dentro de nós e um dia surge — conta Eberton sobre sua trajetória.

— Entre os anos de 2010 e 2014 fiz 30 quadrinhos voltados para o público infantil. Era aquela arte bem simples e tudo bem artesanal: xerocava na loja, grampeava em casa, distribuía entre os familiares, vendia para alguns amigos. Em 2015 comecei a produzir meu primeiro material para o público adulto e entrar no mercado paralelo de quadrinhos. Na ocasião, a loja que abri com meu pai faliu e minha arte finalmente virou trabalho — diz.

Pesquisar e divulgar o folclore nacional

— Acredito que todo artista quer passar uma mensagem através da sua arte, seja política, social, uma crítica, um conhecimento etc todo autor tem esse desejo. Colocamos um pouquinho da nossa vivência, daquilo que acreditamos, um pouco de nós em tudo que fazemos, assim, desenvolvi uma série com bastante brasilidade para que todos possam conhecer a nossa cultura — fala Eberton.

— Faço pesquisas históricas e mitológicas e aplico nos meus roteiros, para que o leitor possa aprender sobre a nossa cultura. Quando comecei a desenvolver histórias profissionalmente, não queria fazer nada com cara gringa, desejava algo nosso, e nunca tinha visto quadrinhos para adultos falando do folclore nacional, sendo que temos um material muito rico para isso — continua.

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