Iraque: Rebelião popular completa dois meses

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Desde 1º de outubro, o heroico povo iraquiano tem se rebelado contra o sistema de exploração, o governo fantoche do imperialismo ianque, as eleições farsantes e a pilhagem de seus recursos naturais. Eles exigem demandas básicas como saúde, educação e empregos dignos para o povo, e denunciam o fato de o Iraque ser um dos países mais rico em petróleo no mundo, mas ser uma nação miserável economicamente e sofrer, por exemplo, constante falta de energia.

Contra o grande levantamento de massas, o velho Estado iraquiano, dominado completamente pelo imperialismo ianque após a invasão em 2003, tem depreendido uma brutal repressão a que o povo tem heroicamente combatido, mas que já tirou a vida de 300 pessoas.

Bloqueio no principal porto do Golfo

Manifestantes iraquianos, no dia 18 de novembro, bloquearam estradas que levam aos campos de petróleo e ao principal porto do sul do país, o Umm Qasr, próximo a Basra, impedindo que funcionários e petroleiros entrassem e limitando o seu funcionamento em 50%.

Enquanto isso, em Bagdá, manifestantes forçaram o fechamento do Banco Central do Iraque.

O porto já fora anteriormente bloqueado de 29 de outubro a 9 de novembro com uma breve retomada das operações entre 7 e 9 de novembro. O bloqueio custou ao governo lacaio mais de 6 bilhões de dólares apenas na primeira semana de fechamento, disse um porta-voz do governo na ocasião.

O Umm Qasr é um porto de escoamento de commodities que recebe importações de grãos, óleos vegetais e açúcar que alimentam o país colonial.

Grande greve é deflagrada novamente

Milhares de iraquianos inundaram as ruas da capital e as cidades do sul, no dia 17 de novembro, em uma greve geral que reforçou o movimento de semanas a fio contra o velho Estado iraquiano.

Nos focos de manifestação ao sul de Kut, Najaf, Diwaniyah e Nasiriyah, escolas e escritórios do governo foram fechados enquanto multidões marchavam nas ruas. Manifestantes cortaram estradas na cidade portuária de Basra, rica em petróleo, queimando pneus, e em Hillah, ao sul de Bagdá, estudantes e outros ativistas se reuniram em frente à sede do governo.

Em Bagdá, centenas de estudantes faltaram às aulas para se reunir na praça Tahrir (“Libertação”), o lugar símbolo dos protestos. Eles agitavam a bandeira iraquiana, marchando para o norte de Tahrir até a vizinha praça Khallani.

Em dado momento da manifestação, os trabalhadores e jovens montaram tendas em um primeiro segmento da ponte Al-Sinek, de frente à tropa de choque estacionada atrás de duas camadas de paredes de concreto grosso. Um pouco além dessas barreiras estava a embaixada do Irã, que os manifestantes criticaram por apoiar o governo que querem derrubar.

O governo propôs uma lista de reformas nas últimas semanas, mas as massas rejeitaram-na. “Essas reformas são apenas um opiáceo para as massas. Nada mais, nada menos”, disse um manifestante ao jornal Al Jazeera no dia 17.

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