Conceitos científicos do proletariado

Espontaneidade e consciência: Nos últimos anos do século XIX e começo do século XX, estabeleceu-se na Rússia uma luta entre os marxistas de um lado, e a ala oportunista da social-democracia (“economicistas”) do outro, sobre a questão da espontaneidade e da consciência no movimento operário.

Lenin demonstrou que a doutrina socialista, embora apoiada no movimento operário, nasceu das teorias filosóficas, econômicas e ideias sociais históricas elaboradas por homens instruídos surgidos das classes mais favorecidas, pelos intelectuais. A classe operária não está em condições de elaborar por si mesma, por suas próprias forças, a consciência socialista, isto é, uma ideologia científica que eleve as massas à compreensão dos interesses máximos de classe do proletariado e que permita à sua luta atingir o caráter de luta política por uma sociedade comunista, sem classes. A classe operária, sem condições de apoderar-se em massa dos conhecimentos científicos e sem a intervenção dos comunistas, pode elaborar somente uma consciência social sindicalista. Assim, enquanto a classe operária continuar sendo uma classe oprimida, falta-lhe tempo e meios para elaborar essa consciência socialista. Esta é elaborada então pelos intelectuais revolucionários que se fundem ao próprio movimento operário, que se convertem em intelectuais proletários.

Tal consciência, no entanto, não adquire toda sua significação, não se converte em uma força material, enquanto não se estende à classe operária e enquanto não é apropriada por ela. O partido revolucionário do proletariado é o que desempenha o papel principal na transformação da luta espontânea em luta consciente, de luta imediata à luta política pela destruição da velha e criação da nova sociedade, através da violência e conquista do Poder político. Por meio de sua atividade – mobilização, politização e organização das massas –, o partido revolucionário do proletariado leva à classe operária a ideologia científica do proletariado e imprime à luta espontânea dos proletários um caráter consciente.

Os “economicistas”, agentes da burguesia no movimento operário, desprezavam o papel de uma teoria de vanguarda pregando um culto à espontaneidade da luta operária. Ao negar o papel do elemento consciente no movimento operário e a necessidade para o proletariado de sustentar uma luta política contra o czarismo e o capitalismo, os “economicistas” faziam da classe operária um apêndice político da burguesia liberal, submetiam os operários à ideologia da burguesia, desarmavam ideologicamente o proletariado em sua luta contra o capital.

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