O segundo inferno do império ianque

A- A A+
Pin It

Desde o início da ocupação estrangeira, em princípios de 2003, apesar das múltiplas diferenças e visíveis adversidades, a população iraquiana se uniu em nome de um ideal maior de libertar seu país do domínio ianque, através de seu exército e todos os planos que, no bojo da invasão, os imperialistas maquinavam para o Iraque. A resistência se organizou e, a partir daí, tem conseguido se manter forte o suficiente para impedir que os invasores concretizem seus planos.
O pacto de unidade tem sido reforçado por apelos das mais diversas lideranças, inclusive por Saddan Hussein que, do cárcere, pediu prudência, unidade e resistência ao invasor.

Não restam dúvidas de que os carros-bomba arremessados contra pontos de ônibus, mesquitas e outros lugares públicos têm autoria bem diferente dos que são arremessados contra a tropa invasora e seus sequazes (burocracia, forças armadas fantoches, empresas ianques ou a serviço delas, postos policiais, ou qualquer outro agente direto ou indireto do USA). Quem lança bombas contra o povo iraquiano é o Pentágono. Cabe lembrar, o tipo de alvo atingido torna inútil qualquer tentativa de esconder a ideologia de quem operou e lançou as bombas. (Vide AND 20, págs. 20 a 23) As ações do imperialismo têm a pretensão de quebrar a unidade do povo iraquiano, construída durante séculos e dirigida pelo presidente Saddam Hussein e impor um regime de super exploração, roubando da forma mais descarada as riquezas do país.

A estratégia ianque

O Iraque é um grande problema para o USA que, na obstinação de dominar o mundo, tem adotado medidas desastrosamente implementadas. Primeiro, impõem a dominação através de uma opressão e terror sanguinários. Depois, usam marionetes locais e recrutam forças nativas contra o povo e a resistência. E, por último, eles tentam quebrar a unidade da resistência.

Essa estratégia, no entanto, tem colecionado fracassos no que diz respeito à terceira tática. Segundo a Frente Anti-Guerra e Anti-Imperialista de Tessalônica, a resistência iraquiana criou um impasse na estratégia usada pelo USA, “o grande inimigo do povo”. Após um período de sucessivas derrotas, uma luta popular, mais uma vez, prova perante o mundo que a máquina imperialista não é invencível. Para a Iniciativa de Tessalônica, “trata-se de uma luta apoiada pelo povo, unindo os iraquianos e mostrando que ele será o criador de seu próprio futuro”.

Por essas mesmas razões, a resistência iraquiana cultiva também muitos inimigos, o imperialismo ianque e outros que, apesar de rivalizarem com o USA, crêem que uma vitória do povo iraquiano criaria condições favoráveis para que demais povos oprimidos seguissem o seu exemplo. O governo e a burguesia árabes se inserem igualmente nessa lista, por entenderem que a natureza da resistência iraquiana os alijaria do poder e das grandes disputas, e que outras forças verdadeiramente populares e revolucionarias seriam eleitas para conduzir o Iraque.

A resistência

A resistência iraquiana é formada por grupos e partidos políticos que desenvolveram uma rede entre si com o propósito de, a principio, libertar o país da ocupação ianque, estabelecer um governo nacional, promover a elaboração de uma constituição escrita pelos próprios iraquianos, implantar regras democráticas e, por fim, realizar eleições livres com a plena participação de diferentes partidos políticos.

Participam da resistência, dentre outros, os Baasistas, um grupo formado por ex-membros do Partido Baath (que apoiava Saddam Hussein), pela milícia paramilitar Fadayeen Saddam e por agentes da inteligência iraquiana. Além disso, forças nacionalistas, constituídas por ex-membros do exército iraquiano provenientes em sua maioria da região Sunni, muçulmanos; militantes seguidores do clérigo Moqtada al-Sadr, homens jovens, desempregados e frequentemente miseráveis de Shi’a. Para implementar a estratégia de libertação, a resistência tem atacado as forças invasoras, suas instituições e todos aqueles que os servem.

Fallujah jamais se rendeu!

Trinta dias após o Pentágono haver decretado sua “vitória” sobre Fallujah, um militar ianque perguntava com espanto de onde vieram estes guerrilheiros que sustentam a resistência dentro da cidade. Totalmente destruída por seus aviões bombardeiros, tanques e granadas, Falluja fez reaparecer os fuzis da resistência escrevendo mais uma gloriosa página no livro da guerra dos oprimidos.

Na internet, o site Al-Basrah (www.albasrah.net) traz relatórios diários sobre a atuação da resistência no Iraque. De acordo com as informações do início de dezembro de 2004, a situação em Fallujah, por exemplo — “o coração da insurgência” —, pendeu para as forças da resistência iraquiana, que mantêm controle sobre mais de 60 por cento da região, enquanto as tropas ianques continuam a se retirar. No resto da cidade, a resistência está se expandindo.

Os guerrilheiros têm conseguido atacar tropas da chamada “guarda nacional”, que, manipuladas pelos ianques, mantém sua presença em áreas específicas. Há um contingente considerável de ianques em Al-Jumhuriya ou na Cidade Velha, mas os invasores permanecem concentrados por temor às emboscadas. O mesmo se dá no centro-sul e ao leste de Al-Jawlan, onde as tropas ianques desaparecem ao cair da noite. Assim, a resistência limita a presença de franco-atiradores ianques na cidade.

A aliança patriótica

A Aliança Patriótica Iraquiana, movimento formado principalmente por comunistas iraquianos espalhados pela Europa, passou a ser conhecida em novembro de 2002, quando seu líder, Abdul Jabbar Kuibaisi, viajou a Bagdá para se encontrar com oficiais iraquianos. O encontro era parte de uma estratégia de Saddam Hussein no sentido de restabelecer os laços com os grupos de oposição e formar a maior coalizão possível no caso de um ataque do USA. De acordo com os membros da API, Saddam prometeu fazer reformas democráticas e Kuibaisi decidiu se unir ao ex-presidente iraquiano contra a invasão. Em fevereiro de 2003 a API organizou uma conferência em Paris onde seus delegados prometeram lutar contra as “agressões imperialistas ”.

A respeito das acusações feitas, especialmente pela inteligência militar ianque, em torno do modo de atuação do grupo, Sammi Alaa, membro da Aliança Patriótica Iraquiana, diz: — Nós aprendemos com a história: nenhuma força invasora vai embora voluntariamente. Um povo ocupado sempre resiste a seus invasores.

Além disso, Sammi adverte que a ocupação do Iraque pelos imperialistas foi vendida para o mundo com base em mentiras de que o governo tinha armas de destruição em massa e ligações com a Al-Qaeda.

— Eles mentiram abertamente na intenção de dominar o país e roubar seu petróleo — explica.

Essas mentiras são crimes de guerra e deveriam originar um processo no Tribunal de Nuremberg, assim como foi com os líderes nazistas.

Para Sammi, a despeito de o secretário geral da ONU ter dito que a guerra é ilegal, esses governos continuam pregando que existe uma transferência de poder para a democracia, a liberdade e a reconstrução.

— O chamado processo democrático e soberano não é nada mais do que um governo cujos membros são exilados e agentes pagos do serviço secreto imperialista ianque e britânico. Os invasores ianques ainda controlam não só o exército, mas também a política – o que é o oposto de democracia e soberania. Os USA selecionam “políticos” iraquianos, que, por sua vez, indicam amigos para integrar esse governo de marionetes. Essa farsa tem o objetivo de dar à ocupação uma face iraquiana — declara Sammi, e acrescenta: — seguindo essa mesma lógica, que a reconstrução do Iraque não passa de uma pilhagem da riqueza nacional, enquanto o desemprego chega a 75% e a miséria ganha proporções calamitosas.

Além disso, segundo Sammi, os imperialista ianques falam na conquista da liberdade.

— Como pode haver eleições livres com 180 mil soldados estrangeiros ocupando meu país? De novo, a farsa tem o objetivo de justificar a ocupação – repele Sammi.

Sammi acredita que diante desse cenário a resistência iraquiana tem crescido, e a luta pela liberdade se alastra por toda a região, apesar das diferenças políticas, religiosas e étnicas.

— O povo está unido e lutando numa batalha comum por justiça, uma heróica peleja contra o monstro gigante. – afirma.

Agora, de acordo com Sammi, eles mentem sobre a ocupação como uma “garantia” contra a deflagração de uma guerra civil.

A recente Convenção de Florença da Resistência Iraquiana, ocorrida em fins de novembro, teve como tópico Resistir hoje para existir amanhã. Razões e perspectivas para o apoio à luta dos iraquianos em busca de liberdade e auto-determinação. Foi dedicada à cidade dos mártires, Falluja, e aos 80 mil prisioneiros iraquianos mantidos pelas forças de ocupação. Uma das tarefas da Convenção foi quebrar o silêncio sobre a ocupação do Iraque e sobre os crimes contra a humanidade.

{mospagebreak}

Mensagem da Aliança Patriótica Iraquiana

Aos nossos irmãos de todas as partes do mundo:

A resistência Iraquiana confronta a ilegítima e brutal ocupação imperialista sionista do Iraque.

Nossa resistência é legítima, tendo inclusive o direito de recorrer a meios armados, segundo o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, Exigimos nosso direito à autodeterminação nacional e a uma soberania verdadeira.

Os grupos diferentes que resistem no Iraque vêm desenvolvendo uma rede entre eles para conseguir o seu principal objetivo. Este objetivo foi claramente estabelecido em seu programa político, anunciado depois da libertação de Fallujah em abril deste ano (2004). O programa da resistência Iraquiana é:

1O fim da ocupação e libertação do país;


2 Período de transição de 2 anos;


3 Por um governo Iraquiano para todos;


4 Por uma Constituição iraquiana escrita pelos Iraquianos;


5 Regras e leis democráticas;


6 Eleição livre e com a participação dos diferentes partidos políticos.


Para aplicar a estratégia da libertação, a resistência Iraquiana ataca as forças de ocupação e suas instituições, e aqueles que os servem com alimentos, petróleo e outros fornecimentos. Por outro lado, a resistência Iraquiana impede aos ocupantes de utilizar o petróleo como um meio político. As escolas, as igrejas, as mesquitas e outros lugares civis nunca foram o objetivo da resistência Iraquiana. Afinal, temos que ser muito críticos e cuidadosos sobre qualquer processo de seqüestro ou morte de um trabalhador estrangeiro no Iraque. A resistência não tem como objetivo atacar pessoas como Margaret Hassan, as duas Simonas nem outros. Estas ações são para desacreditar a resistência legal de nosso povo.

Nesta ocasião, gostaríamos de dividir com vocês parte dos logros heróicos da resistência Iraquiana:

  • A resistência Iraquiana tem sido capaz de causar um número grande de perdas materiais e de soldados entre as forças de ocupação.
  • a resistência libertou 30 cidades criando um ambiente condescendente para os combatentes da resistência e formando uma área de morte para as forças de ocupação e seus agentes.
  • A resistência Iraquiana derrotou o imperialismo espanhol e tem forçado a 9 outras forças de ocupação dos países aliados a saírem do Iraque. Outras sairão no próximo ano.
  • A resistência Iraquiana conseguiu fazer com que as companhias que tiravam o botim e os chamados contratistas fossem para fora do Iraque.
  • A resistência Iraquiana renovou o espírito da resistência em todo o mundo derrotando o imperialismo ianque em Fallujah, Al Samawa, Najaf e outras cidades Iraquianas.
  • A heróica resistência no Iraque isolou o USA no Iraque, impedindo a continuação da guerra terrorista contra a Síria, Cuba e Coréia do Norte.

A resistência no Iraque é a resistência dos cidadãos Iraquianos e também representada principalmente pela maioria dos grupos políticos; os patrióticos, os islâmicos e os pan-arábicos. Por isso, nós queremos enfatizar o fato de que nossa resistência tem um perfil antiimperialista com elementos Islâmicos e Patrióticos, agrega a participação efetiva de membros do exército iraquiano arrasado e do Partido Baath.

Poderíamos esperar algumas objeções sobre a participação do Partido Baath na resistência. Mas existem mais de três milhões de membros ativos do Partido Baath no Iraque. Assim, quando mencionamos os membros deste partido nós falamos somente sobre os que estavam no governo Iraquiano anterior. Porém principalmente os que acreditam na ideologia do Baath que expressou em seu lema: Unidade e socialismo.

O temor do caráter islâmico da resistência iraquiana poderia ser contestado pelo fato de que depois da libertação do Iraque, a resistência iraquiana então será a única representante legítima do povo iraquiano. O período da transição dará aos iraquianos a oportunidade de escolher os seus representantes para formar um governo nacional unido com a participação de todos os partidos, inclusive as forças islâmicas. No entanto, temos que aprovar a eleição das pessoas iraquianas. Quanto a Aliança Patriótica Iraquiana, informamos que nosso secretário geral no Iraque Sr. Al-Kubaysi de Abduljabbar foi preso no dia três de setembro em Bagdad. A casa que ele havia permanecido por um tempo foi cercada e invadida por aproximadamente 50 soldados da ocupação ianque que utilizavam helicópteros e tanques. O Sr. Al-Kubaysi dirigia a API desde os anos 90, contra as sanções econômicas e os planos imperialistas sionistas do USA no Iraque. Durante suas últimas atividades de construção de uma frente política unida da resistência contra a ocupação, ele foi detido sem qualquer acusação. Neste momento nós não sabemos nada a respeito de sua situação. Sua família encontra-se incapaz de se comunicar com ele. As forças de ocupação são responsáveis pela saúde e pela vida do Sr. Al-Kubaysi e de todos os outros presos no Iraque.

Viva a Resistência Iraquiana!

Com solidariedade,

Nada Al-Rubaiee
Aliança Patriótica Iraquiana
{mospagebreak}

Uma raiz da civilização

Esse lugar, onde hoje se travam as mais implacáveis lutas, onde se abreviam as vidas de crianças, mulheres, fuzileiros ou rebeldes, sem se fazer qualquer distinção, já foi, há muitos milênios, uma região iluminada, na qual se moldaram os alicerces da sociedade em que vivemos. Se hoje escrevemos ou lemos, contamos os dias num calendário ou as horas em 60 minutos, utilizamos a roda de inúmeras maneiras ou apreciamos a astronomia, devemos isso à antiga civilização Mesopotâmica.

Yasmin Anukit, autora do recém-lançado Da Mesopotâmia ao Terceiro Milênio: Iraque, a ressurreição de um povo , (Editora Fissus – RJ), descreve como ali, no seio do Iraque, a leste da Síria e a sudoeste da Turquia, essa sociedade se estabeleceu, lançando também as bases da medicina, da matemática, do direito e da contabilidade.

A arte se viu igualmente contemplada pelos mesopotâmicos através da criação de mosaicos, peças de cerâmica, esculturas de sábios e combatentes e uma arquitetura primorosa. Esta última esteve refletida na construção da Torre de Babel, uma espécie de arranha-céu primitivo, com sete andares escalonados que se erguiam a 91 metros do solo. O edifício, de caráter religioso, abrigava no topo uma imagem da deusa babilônica Marduc (Bel).

Segundo estudiosos, grande parte da Bíblia provém de épicos escritos por esses povos, a exemplo de Gilgamesh, Enuma Elish (Poema da Criação), e Emerkar, o Senhor de Arata . A epopéia do rei Gilgamesh narra as peripécias por que passou o herói de Uruck a fim de obter, por intermédio divino, a chave da vida eterna. Yasmim prefere acreditar que o significado dessa busca estaria numa jornada rumo à “restauração do código genético, decaído por manipulações degenerativas, ao modelo de perfeição divina.” Ou seja, a literatura milenar já continha, em sua essência, indícios de elementos discutidos pela ciência contemporânea.

Bagdá foi fundada no ano de 762 sobre os destroços da efervescência cultural e científica da Babilônia. Não deixou, no entanto, nada a perder para sua predecessora, polarizando toda a cultura e irradiando os preceitos islâmicos antes eternizados por Maomé. A planta urbanística da cidade havia sido pré-concebida pelos astrólogos de Al Mansur, de modo que ela desenhava uma mandala em harmonia perfeita com o universo. Ali, havia espaço para o mercado, residências, instalações da guarda e complexo imperial.

O califa, contrariando todas as tendências do mundo moderno, não cultivava uma postura de teor “fundamentalista”, pois aceitava a liberdade de culto, de forma que sob sua égide estavam, além de mulçumanos, persas, judeus e cristãos. Esses governantes também criaram pólos culturais, como é o caso da Casa da Sabedoria, uma instituição que, congregando uma série de eruditos, se dedicava a traduzir obras clássicas gregas, indianas e persas para o árabe e o siríaco. A pesquisadora Yasmim afirma que “graças aos califas, o Ocidente pôde redescobrir a tradição clássica”.

Nos séculos 11 e 12 funcionavam na região escolas muito bem estruturadas, de fazer inveja a qualquer centro educacional da atualidade. Continham refeitórios, bibliotecas, alojamentos para estudantes, mesquitas, cozinhas, etc. Os califas fundaram uma das primeiras universidades do mundo, com o ensino gratuito de ciências corânicas, jurisprudência, história, etnografia, arqueologia, matemática, química, música, dentre outros cursos. As bibliotecas do Iraque superavam em dez vezes aquelas de Roma ou Paris, contando com quase um milhão de livros.

Algumas mulheres muçulmanas abdicavam da vida de “dona de casa” e se revelavam ousadas para o seu tempo, ingressando em carreiras majoritariamente masculinas, como o direito, a educação ou a medicina. Poetisas como Rabia Al Adawya, que viveu no século 8, arrebanharam uma multidão de adoradores e deslocaram parâmetros.

Em 1258, no entanto, uma horda de origem mongol liderada por Hulagu Khan, neto de Gêngis Khan, invadiu Bagdá e varreu a fogo tudo que essa sociedade possuía de melhor, de universidades a mesquitas. Milhares de pessoas sucumbiram, enquanto o Tigre tragava em suas correntes o sangue dos mortos e toda a literatura arquivada nas bibliotecas, sintetizada na tinta preta que afluía rio abaixo. Como se não bastasse, após essa investida, outros grupos nômades excursionaram pelo país a fim de dar seqüência à pilhagem e à destruição da terra.

Só no século 20 é que movimentos libertários começaram a atuar no Iraque, após um extenso período sob o jugo das mais variadas potências estrangeiras. Amparadas em pretextos imperialistas, guerras se seguiram, ocultando dezenas de interesses. Agora, o imperialismo, ao que parece, desconectado por completo de suas origens, faz questão de aniquilar com os derradeiros vestígios desta civilização, berço da humanidade.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja