Heróis de janeiro

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Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior
nasceu em 13 de janeiro de 1915, na cidade de Santa Teresa(ES). Cursou Direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 1946, elegera-se vereador pelo PCB. Já nessa época dirigia jornais partidários e advogava gratuitamente. Em 1964, com o golpe civil-militar, o jornal que dirigia — Novos Rumos — foi fechado. No dia 8 de outubro de 1975, sua filha recebeu um telefonema anônimo, em que alguém comunicava a prisão de seu pai.

Imediatamente, o Comitê Central do PCB, junto com a família de Orlando, mobilizaram-se para localizá-lo. Uma autoridade de Brasília prometeu solucionar o caso em 72 horas. No entanto, o tempo passou e Orlando não foi encontrado, entrando na conhecida categoria de “desaparecido”. Em entrevista à revista Veja (18/11/1992), o ex-sargento Marival Dias Chaves do Canto afirmou que Bonfim teria sido vitimado por uma injeção letal, utilizada para sacrificar cavalos, e que seu corpo foi lançado no rio Avaré (SP). 

Mineiro de Ouro Preto, Hélcio Pereira Fortes nasceu no dia 24 de janeiro de 1948. Passou a infância e adolescência em sua cidade natal. Interessado pelas manifestações artísticas, costumava frequentar as reuniões do Grêmio Literário Tristão de Athaíde. Militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN), passou para a clandestinidade a partir de 1968. O último contato foi um telegrama enviado à família no Natal de 1971. Hélcio foi preso em 1972, no Rio de Janeiro, e levado para o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI). Devido à brutalidade das torturas, ele viria a falecer naquele mesmo mês, seis dias depois de ser capturado. Na cínica versão oficial, ele teria sido morto ao tentar fugir. Companheiros que testemunharam sua prisão afirmam que Hélcio morreu, de fato, por causa das bárbaras sessões de tortura.


Stuart Edgar Angel Jones nasceu em Salvador (BA), a 11 de janeiro de 1945. Era filho da estilista Zuzu Angel e do norte-americano Norman Angel Jones. Criado no Rio de Janeiro, frequentou as melhores escolas, ingressando mais tarde no curso de Economia. Militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), usava o codinome Paulo. Dado como “desaparecido” no governo Médici, Stuart foi brutalmente assassinado pelos militares numa sessão de tortura nas dependências do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA) em 1971. Sua morte teve repercussões internacionais graças à campanha de sua mãe, Zuzu. Segundo denúncias do poeta Alex Polari (testemunha do assassinato), após várias agressões Stuart fora amarrado num jipe, com a boca colada ao cano de descarga, sendo obrigado a respirar a fumaça tóxica. Em consequência disso, morreu asfixiado.

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